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Queda do mercado de tablets no Brasil desacelera durante a pandemia

Rubens Eishima

Apesar das perspectivas negativas para o mercado de informática em todo mundo em 2020, pelo menos um segmento se saiu melhor do que o esperado no primeiro trimestre: o de tablets. Segundo o IDC Brasil, a queda nas vendas prevista em 10% se transformou em uma retração de apenas 3% no Brasil, na comparação com os três primeiros meses de 2019.

O estudo IDC Brazil Tablets Tracker 1Q2020 identificou que, além da volta às aulas, que sempre tem o potencial de reaquecer as vendas no período, a pandemia da COVID-19 aumentou a demanda pelos aparelhos.

Isolamento ajudou

De acordo com o relatório, foram vendidos 674.163 tablets no país no primeiro trimestre de 2020, sendo 624.512 no varejo e 49.651 entre clientes corporativos. O último grupo registrou uma alta de 25,7% na comparação com os mesmos meses em 2019, indicando medidas para respeitar as orientações de distanciamento físico e trabalho remoto.

"No início do isolamento social, empresas começaram a buscar serviços de aluguel de equipamentos para o período em que seus funcionários ficariam afastados do local de trabalho", destacou o analista de mercado da IDC Brasil Rodrigo Okayama Pereira.

Os números da IDC registraram dois picos de vendas no período, em janeiro e março. O analista avaliou que a reposição dos estoques após o Natal, associado à volta às aulas e, mais tarde, aos preparativos das empresas em meio às primeiras iniciativas de restrição ao deslocamento nas cidades, foram os fatores que alteraram a demanda nos dois meses.  

Para o ano de 2020, a consultoria avalia que o mercado de tablets no Brasil registrará uma queda de 12%, influenciado pela alta do dólar e do desemprego no país.

 

Fonte: Canaltech