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Queda da Bolsa de Valores ainda não atingiu fundo do poço, dizem analistas

Foto: AP/Andre Penner
Foto: AP/Andre Penner

As quedas nas Bolsas de Valores de todo o mundo, impulsionadas pela pandemia de coronavírus que já atinge quase todos os países, tem feito com que analistas de mercado recomendem cautela a investidores de longo prazo. Mas e quando a paciência acabar?

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Só no Brasil, o Ibovespa registra uma queda acumulada de quase 38% desde o fim de fevereiro, quando o Covid-19 chegou ao país. Após perdas milionárias e seis circuit breakers em um só mês, especialistas ouvidos pela equipe do Yahoo afirmam que o fundo do poço ainda está longe.

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"A falta de expectativa que a gente tem nesse momento faz com que os investidores entrem num efeito manada muitas vezes irracional", diz José Falcão Castro, analista de investimentos da Easynvest. "Não é a primeira vez."

Segundo ele, as incertezas causadas pela crise de coronavírus fazem com que investidores fujam de aplicações de risco. Com indústrias parando, empresas suspendendo atividades e demanda caindo, ninguém sabe ainda como a pandemia vai impactar nos lucros de empresas que negociam papéis nas Bolsas.

Essa incerteza em relação ao futuro faz com que investidores tirem seu dinheiro do mercado e procurem ativos mais seguros, como o ouro e o dólar - este, em relação ao real, subiu 17% desde o fim de fevereiro.

Para Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos, é impossível cravar em que ponto a Bolsa vai parar de cair - até porque, historicamente, quedas maiores já foram vistas. Durante a crise financeira de 2008, por exemplo, a desvalorização superou os 60%, quando o Ibovespa foi de 73 mil pontos a 29 mil pontos.

"Se a gente já caiu 60% lá atrás, nada impede que a gente caia 60% agora", diz Salomão. "Mas pode cair até mais do que isso. As coisas ainda podem piorar antes de melhorar. Não é possível cravar o que vai acontecer."

O que fazer enquanto o ciclo de queda não acaba? Depende do seu perfil de investimento. Para quem registrou perdas durante esse período, mas tem planos de resgatar suas aplicações no longo prazo, a recomendação é exercitar a paciência e esperar.

A expectativa é de que, uma vez que as perspectivas para o futuro fiquem mais claras, o mercado volte ao patamar anterior à crise. "Os fundamentos que fizeram a Bolsa subir no ano passado não devem mudar no médio ou longo prazo", afirma Castro.

Quem tem objetivo de lucrar no curto prazo deve prestar atenção à volatilidade do mercado e ter consciência de que, embora os preços estejam baixos e convidativos hoje, é impossível prever como como estarão amanhã.

Segundo Salomão, a precificação das ações não está seguindo a lógica normal do mercado. Agora, só boas notícias sobre a progressão da pandemia poderão trazer tranquilidade e estabilidade aos investidores. "A solução pode chegar e a Bolsa pode subir tão rapidamente quanto caiu", diz Salomão.

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