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Queda de 60% em títulos mais longos do mundo desafia modelos

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(Bloomberg) -- À medida que os mercados de títulos mundiais foram abalados pela maior liquidação em décadas, algumas dívidas de longuíssimo prazo entraram em queda livre, com perdas ainda piores do que os modelos usuais de Wall Street previam.

Para Jessica James, diretora no Commerzbank em Londres, não foi uma surpresa. Na verdade, foi uma validação.

James e seus colegas do banco alemão vinham usando uma nova abordagem para prever a trajetória de títulos com vencimentos de até 100 anos, baseando-se em uma matemática mais familiar aos engenheiros de montanhas-russas do que aos analistas financeiros. Então, eles assistiram ao cenário que previam se desenrolar em tempo real, à medida que, um a um, esses títulos emitidos por tomadores altamente cotados desabavam.

O preço da dívida da Universidade de Oxford com vencimento em 2117 caiu 49%. O valor dos títulos de 2119 do estado alemão da Renânia do Norte-Westfália foi reduzido pela metade. E a Áustria, um dos governos mais bem cotados do mundo, viu sua dívida de 2120 cair 63%.

“As condições atuais de rendimentos iniciais baixos, vencimentos muito longos e grandes aumentos de yields são uma tempestade perfeita”, disse James em entrevista.

Os mercados de títulos se estabilizaram recentemente em meio a crescentes temores sobre uma desaceleração do crescimento econômico, um sinal de que o pior da liquidação pode ter passado.

Mas a magnitude das perdas - e o aparente fracasso dos modelos tradicionais em predizê-las com precisão - ilumina um risco pouco conhecido que se acumulou nos mercados de renda fixa durante uma década de política monetária frouxa.

Esses títulos permitiram que governos travassem taxas de juros baixíssimas por décadas, numa época em que a inflação era vista em grande parte como um problema do passado. Eles decolaram após a crise financeira global de 2008, quando os bancos centrais mantiveram as principais taxas de juros próximas de zero ou negativas, com México, Peru, Áustria, Irlanda, Bolívia e Israel entre as nações emissoras desde 2010.

Embora os vencimentos de décadas tornassem o preço dos títulos altamente sensível às taxas de juros, isso era um atrativo para os compradores, porque quanto mais as taxas caíam, maiores eram os ganhos.

Mas esse processo mudou desde então, à medida que os bancos centrais em todo o mundo apertam fortemente as políticas diante da inflação mais rápida em uma geração. E como outros novos produtos financeiros que proliferaram em tempos de expansão, eles não se saíram exatamente como esperado durante a crise.

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