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Quatro vereadores e dois secretários municipais de Carmo, na Região Serrana, são presos em operação do MP que investiga fraude

·3 minuto de leitura

Quatro dos 11 atuais vereadores do município de Carmo, na Região Serrana do Rio, foram presos preventivamente nesta quinta-feira. Eles eram alvos da terceira fase da Operação Chorume realizada pelo Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ) e a Polícia Civil, por fraude em licitações de contratos na área de limpeza urbana. Além dos que atuavam, mais dois ex-vereadores foram presos acusados de fazer parte do esquema ilícito. A operação buscou cumprir 11 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão. Em junho, na segunda fase, a operação prendeu o ex-prefeito da cidade Paulo César Ladeira, de 51 anos, investigado por receber propina em contratos ligados a empresas que também faziam parte da quadrilha. Ao todo, o MP estima o prejuízo de R$ 40 milhões ao erário.

Os quatro vereadores presos que estavam em exercício são: Romerito Jose Wermelinger Ribeiro (PL); Samuel Cassio Cunha, o Samuel da Livração (PL); Valquiria Aparecida de Moraes (PL) e Juliano de Souza Braga (PDT). Já os ex-vereadores são Salvador Carvalho de Oliveira (PL) e Marco Antonio Pereira Dalboni (Cidadania), que integraram, por anos, a organização, e foram acusados de não usarem poder e influência para interferir em prol do grupo. Também estão na denúncia os vereadores Wilde Rodrigues Curty (Cidadania) e Ana Cláudia Ribeiro Fernandes (Solidariedade), mas não tiveram os mandados cumpridos até as 12h.

Além do Legislativo, foram presos hoje os secretários municipais Renato da Silva Amarante e Ozéas de Souza Ramos, que atuaram na gestão passada, e são acusados, junto com os demais, por crimes contra a lei de licitações, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

A operação foi realizada por meio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO/RJ) e da Promotoria de Justiça de Carmo. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada da Capital e a ação contou com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).

As empresas Limpeza Urbana e a Forte Ambiental são citadas pelo braço empresarial da quadrilha. Ambas são acusadas de obter contratos superfaturados por meio do pagamento de propina a agentes públicos durante o período em que Ladeira estava no cargo, de 2017 a 2020. Segundo a denúncia de hoje, parte dos criminosos das empresas atuavam com objetivo de obter vantagens em contratações públicas, quando apoiaram financeiramente a campanha do ex-prefeito, reeleito em 2016. O documento também afirma que Ladeira recebeu 10% a título de propina, em contrapartida à contratação e à realização do pagamento das notas dos contratos titularizados pelas empresas pertencentes ao braço empresarial da organização criminosa.

Em junho, a segunda fase da operação encontrou R$ 130 mil em espécie enterrados em tubos de PVC no quintal do sítio do ex-prefeito, na Zona Rural do município de Carmo. A ação colocou Ladeira preso em flagrante. Na nova denúncia há nomes que já foram citados em outras fases da operação, como Rita Estefânia Gozzi Farsura, a Faninha (PSC), que está em prisão domiciliar desde a primeira fase, em março; e do ex-prefeito do município, ainda preso.

Nas outras fases da operação, também foi preso o ex-secretário de Meio Ambiente, Ronaldo Rocha Ribeiro, considerado um dos principais braços do grupo dentro da Prefeitura, já que os contratos fraudulentos eram ligados diretamente à sua pasta, sendo o responsável pela fiscalização dos mesmos, e Lindemberg de Mello Costa, que exercia o cargo de fiscal dos contratos.

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