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Quase 70% dos trabalhadores recebem até dois salários mínimos

66,7 milhões de pessoas recebem até dois salários mínimos. Foto: Getty Images.
66,7 milhões de pessoas recebem até dois salários mínimos. Foto: Getty Images.
  • 13 milhões de brasileiros exercem funções sem carteira assinada e 25,8 milhões trabalham por conta própria;

  • 66,7 milhões de pessoas recebem até dois salários mínimos;

  • 35,5 milhões de trabalhadores ganham até 1 salário mínimo.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que, dos 98,8 milhões de ocupados, 13 milhões exercem funções sem carteira assinada, e 25,8 milhões trabalham por conta própria. São os maiores números já registrados da série histórica, iniciada em 2012.

A remuneração da população mostra que o trabalho ficou mais barato, já que, dentre todos as pessoas ocupadas, quase 70%, ou seja, 66,7 milhões de pessoas, recebem até dois salários mínimos.

Enquanto isso, a parcela dos que ganham até 1 salário mínimo (R$ 1.212) chega a 37%, o equivalente a 35,5 milhões de trabalhadores.

O IBGE também aponta que o Brasil tem 19,2 milhões de pessoas que ganham até dois salários mínimos trabalhando por conta própria, de maneira informal e sem proteção social.

Segundo o economista da LCA Consultores, Bruno Imaizumi, a crise diminuiu o rendimento da população: "O trabalho ficou mais barato, muita gente com pouca qualificação e que não consegue barganhar, pois ainda há muita ociosidade no mercado".

São 13 milhões de brasileiros sem carteira assinada, que somados às 4,3 milhões de empregadas domésticas na informalidades formam mais de um terço da população ocupada, ou seja, 36,9% de pessoas em postos precários.

Para o diretor Técnico do Dieese, Fausto Augusto Júnior, falta uma política de geração de vagas: "O Ministério do Trabalho não tem estrutura para fazer política. Perdeu-se a conexão do sistema público de emprego, com o tripé seguro-desemprego, qualificação e intermediação. Foi tudo desmontado".