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Quase 1 milhão de brasileiros pediram seguro-desemprego em maio

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****ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 22.07.2019: Carteira de Trabalho e Previdência Social do Ministério do Trabalho e Emprego. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
****ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 22.07.2019: Carteira de Trabalho e Previdência Social do Ministério do Trabalho e Emprego. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O número de pedidos de seguro-desemprego subiu 53% em maio deste ano, quando comparado com o mesmo período de 2019. Foram registradas 960,3 mil solicitações no mês, o que representa um recorde na série histórica (iniciada em 2000).

A informação é do Ministério da Economia, que apresentou nesta terça-feira (9) os dados atualizados do mês. Em maio de 2019, o número foi de 627,8 mil.

O número de maio também tem aumento de 28% em relação a abril de 2020, quando foram registrados 748,5 mil pedidos. Em março, quando começaram as medidas de isolamento que impactaram a atividade econômica, os pedidos alcançaram 536,8 mil.

Os dados do Ministério são atualizados a cada duas semanas e, caso considerada somente a segunda quinzena de maio, há uma queda de 9,6% nos pedidos em relação à primeira metade do mês. Trata-se da primeira diminuição registrada desde o fim de março.

Apesar dessa queda, analistas afirmam que há um intervalo de tempo entre as demissões e os pedidos e que as próximas divulgações devem trazer dados piores.

O economista Bruno Imaizumi, da LCA Consultores, afirma que os dados estão defasados de um a dois meses em relação ao Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que traz os números de admissões e desligamentos informados pelas empresas.

"Ou seja, esse movimento observado em maio dos dados de seguro-desemprego são decorrentes em sua maioria do que foi observado em março e abril", afirma Imaizumi. Para os próximos dois meses, ele espera o fechamento líquido de quase 2 milhões de postos formais de trabalho, o que deve fazer com que as divulgações de junho e julho do seguro-desemprego venham piores.

Daniel Duque, pesquisador da área de Economia Aplicada do FGV/IBRE, afirma que o quadro aponta para uma piora grave no trabalho formal. "A ordem de grandeza ainda está muito acima do normal para considerar o número da segunda quinzena de maio como um arrefecimento", diz.

De janeiro a maio, o seguro-desemprego já foi pedido por 3,3 milhões de pessoas, uma alta de 12,4% em relação a igual período de 2019.​

Desde a segunda metade de março, quando começaram as medidas de isolamento que impactaram a atividade econômica, os pedidos somam 1,9 milhão (aumento de 25% contra igual período de 2019).

Quem é demitido tem quatro meses para requerer o auxílio no Sine (Sistema Nacional de Emprego), no portal “gov.br” ou no aplicativo de celular “Carteira de Trabalho Digital”.

O Ministério da Economia afirma que, uma vez feita a solicitação pelo trabalhador, não há fila de espera para concessão do benefício.

Membros do governo afirmam que a MP (medida provisória) criada em abril que permite corte de jornadas e salários ou suspensão do contrato de trabalho está surtindo efeito. Sem ela, dizem, o número de demissões durante a crise seria maior.

O programa autoriza empresas a fazerem acordos com seus funcionários para suspender integralmente contratos por até dois meses ou para reduzir jornadas e salários por até três meses. Nesses casos, o governo entra com uma compensação em dinheiro para os trabalhadores atingidos.

Até o momento, quase 10 milhões de trabalhadores formais tiveram contratos suspensos ou salários e jornadas reduzidos.​

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