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Quanto vale o seu trabalho?

·5 min de leitura

Recentemente me peguei pensando a respeito de quanto vale o meu trabalho. O raciocínio parecia simples: eu só queria saber qual seria a remuneração justa para o meu trabalho e, desta remuneração, qual seria efetivamente o lucro do meu trabalho.

Isso mesmo... lucro relativo ao meu trabalho! Se as empresas buscam obter lucro como uma recompensa pelo serviço prestado à sociedade, nós, trabalhadores, devemos buscar lucro como uma recompensa pelo nosso serviço prestado às empresas. Mas assim como as empresas, só conseguimos obter lucro se as receitas forem maiores que as despesas. E para isso existem 2 caminhos: ou fornecemos um serviço que seja muito valorizado ou temos custos muito reduzidos — e na maioria das vezes acabamos caindo na segunda opção, ou seja, para termos algum lucro, acabamos reduzindo muito nossos custos de vida.

Busquei então entender como as empresas definem quanto podem ou não podem pagar a um trabalhador, e após ler uma série de artigos e baseado nas experiências que já tive de contratação de pessoas cheguei a uma conclusão: o valor do nosso trabalho é dinâmico, e não depende só de nós, mas também do contexto em que estamos inseridos. Quer entender um pouco mais? Vamos lá...

Antes de apontar os critérios que me pareceram valorizar o seu trabalho, é importante termos em mente que, no fim, o nosso conhecimento, a experiência profissional e as habilidades técnicas não estão diretamente ligadas ao valor do seu trabalho. Não que não sejam importantes, mas essas questões não valorizam o seu trabalho por si só, ou seja, não são responsáveis por valorizar os seus ganhos. Essas questões estabelecem o patamar salarial, ou seja, quanto se paga na média por esses perfis, mas não medem o valor do seu trabalho.

Então como um empregador faz a análise de quanto você deve ganhar? Como um empregador define se vale a pena lutar e segurar, aumentando seu salário e benefício, ou se deve abrir mão e substituir por outra pessoa? No fim, a conta não é complicada. São 3 os pilares base que valorizam ou desvalorizam o seu trabalho. Todos os demais critérios são descendentes deles:

Raridade

A raridade do seu trabalho pode ser entendida como o grau de escassez de pessoas fazendo o que você faz, que possuam o mesmo diferencial competitivo que você possui. A raridade pode estar relacionada ao lugar geográfico onde você está, às habilidades — sejam elas comportamentais, sociais, técnicas ou cognitivas - excepcionais que você possui, ou ainda à experiência e conhecimento únicos de um determinado setor.

Um bom exemplo do que é a valorização por raridade é a busca de água no deserto. Enquanto na cidade achamos caro uma garrafa de água ser vendida por R$ 4,00, no deserto e com sede estaríamos dispostos a pagar valores muito maiores que esse.

No entanto, a raridade não depende só das suas habilidades excepcionais, mas também de existir uma demanda por pessoas com essas características. Então, não adianta buscarmos diferenciais competitivos que ninguém procura, ou seja, precisamos identificar setores que possuem uma boa empregabilidade.

Dica: Observe quais são os seus diferenciais (podem ser conhecimentos de uma determinada área, pode ser um conjunto de habilidades comportamentais, técnicas, sociais e cognitivas que façam diferença em algumas situações, enfim...são inúmeros os critérios que definem a sua raridade) e busque mercados e posições onde os seus diferenciais realmente façam a diferença e o tornem uma pessoa em evidência.

Responsabilidade e risco

Outro critério que pode valorizar muito o seu trabalho é o grau de risco e de responsabilidade que você tem competência e está disposto a assumir. Posições que exigem maior exposição a risco ou alto grau de responsabilidade tendem a pagar uma maior recompensa, sendo que em muitos cenários essa recompensa é proporcional ao resultado obtido. Ou seja, quanto melhor o seu resultado, maior a remuneração.

Mas é importante frisar que muitas vezes esses cargos possuem um alto grau de disponibilidade e comprometimento, e há pressão por entrega de resultados e performance de equipe, o que pode interferir no seu dia a dia e na vida pessoal. Já os cargos que envolvem alto risco muitas vezes estão ligados a riscos de vida efetivamente (por exemplo, esportistas radicais) mas, também, relacionados a riscos na tomada de decisões (por exemplo, operadores de bolsa de valores).

Valor agregado

O terceiro critério a ser analisado é o valor agregado pelo seu trabalho. Pode-se entender como “valor agregado” quanto o seu trabalho pode gerar de receitas, de forma direta e indireta, para a empresa que utiliza seus serviços. E esse cálculo pode ser baseado em aspectos ligados a produtividade, influência, liderança, engajamento, estratégia, tática ou outros pontos que permitam que você gere valor para a empresa. E se você tiver um papel diferenciado frente a seus pares, sua remuneração poderá ser maior e suas possibilidades de crescer na carreira aumentam.

Mas esse fator também é um limitador de remuneração. Ou seja, baseado nas funções e competências esperadas para um determinado cargo, as empresas definem os valores mínimos, médios e máximos de remuneração.

Enfim, a nossa remuneração é variável de acordo com esse trio, e dependendo do contexto onde estamos inseridos o nosso trabalho pode ser mais ou menos valioso, e ter uma maior ou menor remuneração. Assim, para ganhar mais, além de escolhermos uma carreira que tenha boa empregabilidade, devemos encontrar oportunidades que permitam nos destacarmos através destes três pontos. São eles que vão valorizar e ampliar os ganhos e permitir que tenhamos lucro com o nosso trabalho.

Fonte: Canaltech

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