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Quanto custa reformar uma casa ou apartamento?

Fernanda Vasconcelos
·4 minuto de leitura
Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

O isolamento em casa fez as pessoas enjoarem do que tem e repensarem seus espaços e, quem pode então, começou a reformar. A arquiteta Juliana Fabrizzi, do escritório homônimo em São Paulo, diz que seus projetos de reforma cresceram 20% nos últimos dois meses comparados a março. A Creditas, que oferece crédito com garantia, viu o número de pedidos de empréstimo com a finalidade de reforma crescer 30% também nesse período.

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“A casa tornou-se o refúgio das famílias. As pessoas passaram a exigir mais conforto e acolhimento. Há demanda para mais vegetação também e, claro, para espaços de home office”, diz a arquiteta.

A questão é que uma reforma é sempre uma surpresa e neste momento de contensão de despesas tudo que as pessoas não desejam é gastarem mais do que previam. “A solução é contratar um arquiteto para fazer um orçamento de acordo com os recursos disponíveis. Se precisar cotar algo, adaptar, é isso que o profissional faz”, defende Juliana.

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Ela explica que neste período de pandemia, revestimentos e acabamentos deixaram de ser produzidos, profissionais podem ficar adoentados, então as surpresas aumentam.

Alguns escritórios calculam que uma reforma completa fique próxima a 30% do valor do metro quadrado em regiões de alto padrão, na cidade de São Paulo. E o valor cobrado por um arquiteto para reformar um apartamento é, em média, de 10% a 20% do valor final da obra, dependendo do escritório contratado e da negociação feita. Mas há escritórios, como da Juliana, que preferem não dar valores. “Vai depender da complexidade do projeto”, diz ela.

Mas para quem quer pelo menos um norte, algumas ferramentas estão disponíveis na internet. A Creditas, por exemplo, fez uma parceria com a arquiteta e influencer digital Patrícia Pomerantzeff, da Doma Arquitetura, e criou uma planilha para auxiliar no planejamento financeiro de qualquer pessoa que vá fazer uma reforma. A ferramenta está disponível independentemente de a pessoa querer ou não empréstimo pela empresa.

Com a metragem do cômodo e a informação se a mudança leva em conta alvenaria, hidráulica, elétrica, etc. O cliente tem uma aproximação de quanto vai gastar.

Para se ter ideia, os procedimentos civis, com demolição, instalações elétricas, hidráulica, iluminação, remoção de entulho, caçamba, pintura, profissionais envolvidos nesses serviços e os materiais como cimento, areia e pedra respondem por 25% a 40% da obra, segundo levantamento de Júlio Beraldo, da Iná Arquitetura.

Para os acabamentos, os custos são muito variáveis. Juliana afirma, por exemplo, que existem revestimentos de R$ 100 o metro quadrado a R$ 10 mil o metro quadrado. Um sofá também pode ser R$ 500 ou R$ 50 mil.

“Mas neste caso, as adaptações são mais fáceis e também o cliente pode deixar para fazer depois. A parte civil tem que ser feita de uma única vez. Isso levando com consideração, obviamente se a pessoa mora na casa”, diz Beraldo. Marcenaria, por exemplo, é bem fácil de ser postergada.

No site da Decorati, também é possível fazer uma simulação de reforma para um apartamento ou studio – especialidades do escritório de arquitetura - levando em conta uma série de itens e a qualidade deles. Manter o projeto de uma construtora e apenas colocar pisos, cortinas e decoração simples pode sair R$ 30 mil para um apartamento de 90 metros quadrados e dois quartos. Para o que chamam de acabamento básico, a reforma total pode ultrapassar R$ 140 mil para o mesmo imóvel. E, se o cliente escolher revestimentos de alto padrão, o valor final pode ultrapassar R$ 400 mil para a mesma metragem.

Para quem quiser, a Creditas também oferece a simulação de um empréstimo com garantia de uso do imóvel, neste caso juros a partir de 0,84% ao mês e até 240 meses para pagar. Com a garantia de veículo, a taxa é a partir de 1,49% ao mês e até 60 meses para pagar. Para o empréstimo consignado privado, os juros são partir de 1,19% ao mês.

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