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Quantidade de milionários vai dobrar no Brasil até 2026, diz pesquisa

Apenas em 2021, as fortunas globais subiram 9,8% em relação a 2020 (Getty Image)
Apenas em 2021, as fortunas globais subiram 9,8% em relação a 2020 (Getty Image)
  • Quantidade de milionários no Brasil deve dobrar

  • Existem 266 mil brasileiros que integram essa lista

  • China, Índia e Hong Kong também devem registrar altas

O grupo As Meninas foi perspicaz quando cantou que "o de cima sobe e o de baixo desce". Em um momento em que a fome e a dificuldade de pagar as contas aumenta entre a população mais pobre, quem tem uma renda maior deve acumular uma quantia ainda maior de riquezas.

Onde o rico cada vez fica mais rico, o número de pessoas com um valor que supera US$ 1 milhão em saldo bancário vai crescer 40% até 2026. No Brasil, o índice deve mais do que dobrar, de acordo o principal atlas sobre o tema, o Global Wealth Report 2022, do banco Credit Suisse.

Analisando essa cadeia hereditária, existem 266 mil brasileiros que integram a lista de ricaços atualmente. Em 2026, serão 572 mil com mais de US$ 1 milhão. Dentro da estimativa realizada, China, Índia e Hong Kong são outros países que também podem ter uma elevação expressiva de milionários.

Em uma época que uma parcela expressiva da população só quer se tornar um cidadão com muita dignidade, o levantamento ressalta que 1% da população mais rica detinha 46% de toda a riqueza privada do mundo, enquanto os 10% com mais dinheiro detinham 82% da fortuna global.

Mas não está tão fácil se livrar dessa situação precária. Apenas em 2021, as fortunas globais subiram 9,8% em relação a 2020, registrando um salto bem mais elevado do que o registrado desde o início do século.

O Relatório de Desenvolvimento Humano, realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), aponta que ao menos um sétimo da humanidade passa fome. Um cálculo realizado pela entidade mostra que, se todos os endinheirados se juntassem, ninguém mais ia precisar compor músicas sobre viver bem e se alimentar. No entanto, a expectativa é que a desigualdade continue a aumentar ao longo dos anos. E o motivo? Todo mundo já conhece.