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Quando mísseis israelenses atingem Gaza, não há para onde fugir

·3 minuto de leitura

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Soltas nas páginas do jornal, as notícias dos bombardeios israelenses contra a Faixa de Gaza não dão a dimensão da tragédia vivida hoje por palestinos nesse território à margem do Mediterrâneo.

Gaza tem uma área de 365 quilômetros quadrados, equivalente a um quarto da cidade de São Paulo. Moram ali 2 milhões de pessoas, fazendo da faixa um dos lugares mais povoados do mundo. É um território apinhado de gente, empobrecido, sem acesso à infraestrutura mais básica.

Quando Israel bombardeia Gaza, como está acontecendo agora, não há para onde fugir. Israel controla as fronteiras terrestres no norte e no leste, enquanto o Egito impede a passagem para o sul. Ademais, Israel domina os espaços aéreo e terrestre. Gaza está sob sítio.

É esse o lugar que, nos últimos dias, uma combinação de aviões e tanques estão bombardeando. Ao menos 128 pessoas foram mortas, incluindo 31 crianças, segundo as informações das autoridades de Gaza. Já há 950 feridos. A ONU estima, também, que mais de 200 casas foram destruídas ou severamente danificadas em Gaza. Um prédio de 12 andares desmoronou.

Sem ter como deixar o território, centenas de pessoas estão buscando abrigo em escolas. Imagens de quinta-feira à noite (13) mostram os moradores do bairro de Shejaiya, no leste da Cidade de Gaza, fugindo de suas casas a pé, alguns deles carregando os filhos no colo.

Israel justifica os ataques como uma resposta aos mais de 2.000 foguetes que a facção radical palestina Hamas —que controla a Faixa de Gaza— disparou desde o início da violência nesta semana. À noite, os céus de Tel Aviv foram marcados pelos foguetes, como uma chuva de meteoros letais. Segundo as autoridades israelenses, oito pessoas morreram no país, entre as quais duas crianças e um soldado. Seus críticos, por outro lado, apontam a de proporcionalidade do revide.

Além da disparidade de poderio militar, há outra explicação para a diferença no número de mortos em Gaza e Israel. Israel conta com um sistema de defesa conhecido como Domo de Ferro, que intercepta a maioria dos mísseis lançados pelo Hamas. Ademais, cidades israelenses têm abrigos em prédios residenciais e áreas públicas. Alertados por sirenes, os israelenses se refugiam nesses lugares.

É uma situação bastante dramática também, principalmente para as comunidades próximas à fronteira com Gaza, em que os moradores têm poucos segundos para correr para um abrigo. As sirenes traumatizam as crianças.

Essa onda de violência, que afeta ambos os lados, começou com protestos contra a expulsão de famílias palestinas do bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental. A situação escalou quando forças de segurança israelenses atacaram manifestantes dentro da mesquita de Al-Aqsa, a terceira mais sagrada para o islã. A facção radical Hamas, considerada terrorista pelos EUA, deu um ultimato para Israel retirar suas forças de Sheikh Jarrah e de Al-Aqsa. Com a recusa israelense, começou o disparo de centenas de foguetes contra a região de Tel Aviv. Foi o que desencadeou o começo dos bombardeios israelenses.

O receio é que a situação se deteriore até virar mais uma guerra, como a de 2014, que deixou mais de 2.000 mortos. O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, disse que o Hamas vai “pagar um preço caro” por suas ações, algo que indica a manutenção ou piora da crise. Em paralelo, a comunidade internacional reage devagar. O Conselho de Segurança da ONU deve se reunir apenas no domingo —e apesar da resistência dos EUA, que foram contra— para discutir o tema.

Para quem está sob bombardeio, qualquer minuto de atraso já é tarde demais.

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