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Qualcomm apresenta suas ferramentas para dar vida ao metaverso

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Embora seja pouco conhecida do grande público, a Qualcomm é uma potência mundial quando o assunto são chips e componentes de telefones celulares, computadores e videogames. Recentemente, a empresa lançou o Snapdragon Spaces, um kit de desenvolvedor para criação de aplicativos de realidade aumentada (RA) ou para adicionar recursos de RA a apps já existentes no Android.

O sistema possibilita o mapeamento corporal graças a uma tecnologia de malha espacial que cria pontos no corpo para identificar movimentos, como rastreamento de mão e reconhecimento de gestos. O Spaces traz ainda reconhecimento de objetos, imagens e rastreamento em tempo real, com forte impulso graças à popularização da internet 5G pelo mundo.

Por enquanto, os óculos estão em fase de conclusão do desenvolvimento (Imagem: Reprodução/Qualcomm)
Por enquanto, os óculos estão em fase de conclusão do desenvolvimento (Imagem: Reprodução/Qualcomm)

A proposta da Qualcomm é substituir todas as telas atualmente usadas por um único dispositivo acoplado sobre a cabeça para executar todas as funções. Segundo o vice-presidente da marca Hugo Swart, a humanidade caminha para um mundo onde as tradicionais "telas 2D realmente desaparecerão". Na prática, isso significa que o projeto da companhia no futuro envolve quase uma fusão de mundos virtuais e físicos, em uma pegada similar ao anúncio da Meta (ex-Facebook Inc.).

Uma das propostas seria acessar esse metaverso com os óculos inteligentes ThinkReality A3 da Lenovo, inicialmente emparelhados com um celular da Motorola para a implementação comercial do Snapdragon Spaces. Assim que a fase experimental for concluída, a empresa planeja expandir o serviço para o restante do mundo, com apoio de Xiaomi e Oppo, até o segundo trimestre de 2022.

A ideia é acabar com as telas tradicionais e levá-las para projeção com os óculos (Imagem: Reprodução/Qualcomm)
A ideia é acabar com as telas tradicionais e levá-las para projeção com os óculos (Imagem: Reprodução/Qualcomm)

Mais parceiros devem se juntar à ideia da Qualcomm, porém no quesito conexão dos óculos de realidade aumentada aos telefones. Estão previstas as participações das operadores de redes móveis Deutsche Telekom, T-Mobile US e NTT DoCoMo , fundamentais para consolidar terreno em vários continentes do planeta, como Europa e Estados Unidos.

Apoio dos devs é fundamental

Para isso sair do papel, contudo, a Qualcomm deverá convencer os desenvolvedores a criarem dentro do seu ecossistema, algo que pode ser complicado devido à concorrência ferrenha dos rivais. A aposta seria oferecer suporte a ambientes 3D já existentes como os criados por Epic Games (Fortnite), Unity e Niantic (Pokémon Go e outros). Esta última, inclusive, lançou nesta semana uma plataforma para criação de apps para o metaverso totalmente integrada ao Snapdragon Spaces para entregar experiências ao ar livre.

Outra estratégia é oferecer suporte do Programa Pathfinder para oferecer a tecnologia de plataforma sem custos, financiar projetos, produzir ações de marketing em conjunto, realizações promoções e, claro, entregar kits de desenvolvimento de hardware para o Snapdragon Spaces.

O Snapdragon Spaces deve sustentar um ecossistema aberto e com conexão entre dispositivos, o que incluiria APIs para execução de software em diferentes plataformas, como óculos AR ou headsets completos. O que ainda não está claro é se a companhia pretende construir um metaverso seu ou se pretende agregar suas tecnologias aos serviços que as outras gigantes devem lançar. O jeito é esperar até meados de 2022 para descobrir quais serão os planos futurísticos.

Fonte: Canaltech

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