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Qual será o futuro do modelo de trabalho?

·2 minuto de leitura

O avanço da pandemia da covid-19 promoveu uma aceleração da transformação digital e inovação em muitas empresas. De acordo com a Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), esse fenômeno deve movimentar R$ 465,6 bilhões até 2023.

Para acompanhar esse novo ritmo foi preciso encontrar rapidamente soluções digitais para os mais diversos desafios (econômicos, empresariais, sociais e culturais) e, assim, suprir as necessidades do momento. Mais de um ano se passou e, após diversos ajustes e correções de rota, uma verdade é certa: o trabalho remoto funciona e é um modelo eficaz.

No entanto, o home office não anula os pontos positivos do trabalho presencial, que volta a ser considerado por muitas empresas, diante do avanço da vacinação ao redor do mundo. Vejo a combinação dos dois modelos como o futuro da estrutura de muitos negócios.

Uma pesquisa feita pela KPMG, que reuniu 569 empresários brasileiros, mostra que 38% deles pretendem reduzir o tamanho de seus escritórios. Temos aí uma tendência que, inclusive, já estava sendo sinalizada antes mesmo da pandemia, por conta de todos os avanços das soluções em nuvem e ferramentas de comunicação à distância.

O modelo de trabalho híbrido precisa ser muito bem planejado para ser assertivo. Isso porque estamos falando de dois tipos de ambiente: o escritório e o virtual. E para combiná-los no dia a dia corporativo, é preciso repensar os processos de trabalho, considerando todas as formas e abordagens necessárias para evitar disfunções. Por exemplo, equipes híbridas devem sempre priorizar os momentos de decisão online, pois é nessa hora que todos os envolvidos estão presentes.

Vou dar um exemplo, digamos, caseiro: aqui na GFT implementamos o GFT Digital First. Em poucas semanas, nossas equipes passaram a atuar de casa, com toda a estrutura necessária. Quando definimos esse modelo, vimos que não voltaríamos para a realidade anterior, e que o universo online redefiniria a nossa cultura. Hoje, temos contratos que variam de um modelo híbrido para o totalmente remoto. Quando pensamos no futuro da unidade brasileira, não vemos a volta para os escritórios presenciais, mas, sim, em como daremos o suporte para reforçar essa nova cultura.

Essa é uma possibilidade para tantos outros negócios. A tecnologia é uma excelente aliada e isso ficou nítido nesse período de pandemia. Claro, estamos falando de uma movimentação que exige esforço, planejamento e comprometimento. Avançamos muito, diante de circunstâncias não esperadas. E é assim que o futuro é construído: os padrões são repensados e novas culturas são estabelecidas. É preciso abraçar o novo.

Fonte: Canaltech

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