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Qual o melhor fone para cada tipo de orelha

·8 min de leitura

Com um mercado cada vez mais aquecido para fones de ouvido com ou sem fio, escolher o melhor modelo pode ser uma tarefa bastante confusa. Além da qualidade de áudio, recursos tecnológicos e duração de bateria, outros fatores podem definir se a experiência com diferentes dispositivos será mais ou menos agradável. Por isso, o Canaltech te ajuda com alguns detalhes importantes de saber na hora de comprar seu fone de ouvido.

Problemas que podem aparecer no uso dos fones

Diversos fatores podem atrapalhar a experiência no uso de fones de ouvido, até mesmo dos mais caros (Imagem: Divulgação/JBL)
Diversos fatores podem atrapalhar a experiência no uso de fones de ouvido, até mesmo dos mais caros (Imagem: Divulgação/JBL)

Um encaixe correto na orelha é importante para evitar desconfortos, dores e outras situações desagradáveis, por exemplo. Além disso, fones mal escolhidos podem sofrer quedas caso sejam utilizados em momentos de movimentações frequentes, como em exercícios físicos ou deslocamentos mais bruscos.

O incômodo ao utilizar fones de ouvido é uma situação bastante comum, especialmente se alguns fatores complicadores estão presentes. Por exemplo, o acúmulo de cera no canal auricular pode provocar inconsistências no encaixe, e causar quedas que não aconteceriam normalmente. O excesso de cerume é um processo natural, e pode ser resolvido com visitas a médicos especialistas.

Além disso, a própria estrutura facial pode fazer com que os fones caiam das orelhas. Algumas pessoas possuem canais auriculares muito próximos das articulações da mandíbula, o que causa alterações na forma e tamanho da cavidade durante as movimentações da boca.

Movimentações da mandíbula afetam diretamente o formato do canal auricular (Imagem: 123RF)
Movimentações da mandíbula afetam diretamente o formato do canal auricular (Imagem: 123RF)

O encaixe incorreto dos fones também pode provocar incômodos, pois eles são projetados para funcionar com um determinado nível de pressão. Ou seja, empurrar o acessório de forma muito funda no canal auricular causa irritações, e posicioná-los de forma muito “leve” também fará com que eles sofram quedas desnecessárias.

Qual o melhor fone para cada tipo de orelha?

Fones de ouvido podem ser classificados em relação ao seu formato, isolamento acústico e outros aspectos (Imagem: Divulgação/Diesel)
Fones de ouvido podem ser classificados em relação ao seu formato, isolamento acústico e outros aspectos (Imagem: Divulgação/Diesel)

Antes de classificar os diferentes tipos de fones de ouvido, é necessário entender que as nomenclaturas não apresentam um padrão definido, e inclusive podem ser causadoras de algumas polêmicas na comunidade de audiófilos. Portanto, mais importante do que os nomes em si, é interessante entender quais são os formatos disponíveis no mercado, e como eles se encaixam de forma diferente nas orelhas.

Como cada pessoa possui anatomia auricular diferente, um mesmo modelo pode ser indicado em um determinado caso, mas não necessariamente em outro. Para entender melhor como os encaixes funcionam, é preciso conhecer algumas partes importantes da orelha.

A sustentação da maioria dos fones de ouvido é feita pelo tragus, que é aquela pequena “aba” que existe na entrada do canal auricular. Já a parte traseira da orelha é chamada de concha, e também atua no suporte do acessório. Um encaixe perfeito do fone entre essas duas cartilagens é importante para a firmeza em quaisquer situações, além de evitar irritações e desgastes.

Tragus e concha são importantes para a sustentação dos fones de ouvido (Imagem: Westone)
Tragus e concha são importantes para a sustentação dos fones de ouvido (Imagem: Westone)

Os fones in-ear estão entre os mais populares dentro do mercado de acessórios sem fio. Eles têm a construção voltada para o isolamento acústico, com borrachas que são posicionadas no canal auricular. Dentro desse tipo de fones de ouvido é possível encontrar modelos com uma haste vertical (ou stick) e também aqueles que não trazem essa seção (também referidos como buds).

É nessa separação que o conhecimento da anatomia da orelha fica mais importante. Fones do estilo stick são recomendados para quem possui um tragus bem definido em formato V, e concha rasa. Com isso, o acessório poderá ficar bem encaixado e não irá sobressair visualmente, além de fornecer um encaixe mais firme.

Fones de ouvido do estilo stick são voltados para quem possui um tragus bem definido e concha rasa (Imagem: Divulgação/JBL)
Fones de ouvido do estilo stick são voltados para quem possui um tragus bem definido e concha rasa (Imagem: Divulgação/JBL)

Os fones do estilo buds poderão ser mais bem aproveitados em orelhas com características anatômicas opostas, ou seja, com tragus menos saliente e concha mais funda. Geralmente eles poderão apresentar uma construção mais larga, o que também auxiliará caso a parte interior da orelha seja mais espaçosa.

Fones do estilo buds são melhores para orelhas com concha mais funda (Imagem: Divulgação/Samsung)
Fones do estilo buds são melhores para orelhas com concha mais funda (Imagem: Divulgação/Samsung)

Fones com o padrão stick também podem vir em um formato clássico, aquele que não traz borrachas de isolamento acústico. Esses modelos são mais indicados para quem prioriza o conforto de uso sobre a qualidade geral de som, pois a falta de uma vedação completa aumenta a interferência do ruído externo. Em compensação, os sons externos nunca são completamente abafados, o que pode ser útil quando é necessário prestar atenção no que acontece em volta.

Fones sem borrachas auxiliam no conforto após longas horas de uso (Imagem: Divulgação/Apple)
Fones sem borrachas auxiliam no conforto após longas horas de uso (Imagem: Divulgação/Apple)

Outro formato que também está disponível no mercado pode ser visto nos Galaxy Buds Live, em que as estruturas de fixação na orelha são menos intrusivas do que as borrachas tradicionais, mas ainda assim oferecem um certo nível de isolamento. Esse estilo é limitado ao produto da Samsung, e até por conta disso não traz uma nomenclatura muito definida.

Galaxy Buds Live trazem um formato particular (Imagem: Divulgação/Samsung)
Galaxy Buds Live trazem um formato particular (Imagem: Divulgação/Samsung)

Com uma disponibilização mais rara, também é possível adquirir fones de ouvido com condução óssea, que são posicionados na parte lateral da cabeça, sem qualquer obstrução ao canal auricular. O som é transmitido por meio da vibração dos ossos do maxilar, o que pode ser ideal para pessoas que desejam total consciência do que acontece em volta, ou que têm problemas de suporte na parte interior do ouvido em todos os outros tipos de fone.

Fones de ouvido com condução óssea não tampam o canal auricular (Imagem: Divulgação/AfterShokz)
Fones de ouvido com condução óssea não tampam o canal auricular (Imagem: Divulgação/AfterShokz)

Outras opções para casos em que os fones caem de forma muito frequente são os fones com ganchos na parte superior. Eles são muito utilizados por pessoas que costumam fazer exercícios físicos mais intensos, já que a fixação dos acessórios é a mais firme possível — porém, é indicado testar a ergonomia antes de adquirir um produto do tipo, já que eles podem trazer incômodos mais perceptíveis.

Fones com ganchos superiores trazem suporte máximo (Imagem: Divulgação/Bose)
Fones com ganchos superiores trazem suporte máximo (Imagem: Divulgação/Bose)

Mas e os headphones?

Headphones perdem em praticidade, mas podem oferecem som com mais qualidade (Imagem: Divulgação/ROC)
Headphones perdem em praticidade, mas podem oferecem som com mais qualidade (Imagem: Divulgação/ROC)

Os headphones também são indicados para pessoas que querem evitar o contato dos produtos com a parte interior da orelha — como eles ficam posicionados na seção externa, o nível de intromissão é mínimo. Dentro do mercado de headphones, existem algumas classificações simples que podem direcionar a compra de um acessório mais adequado para diferentes objetivos.

No geral, os headphones mais básicos apresentam o formato on ear, que como o nome sugere, ficam apoiados na orelha. Mesmo que tragam um bom nível de estabilidade na cabeça, é preciso ter cuidado ao usá-los em exercícios, já que uma construção mais fechada poderá provocar suor mais intenso, o que danifica as almofadas de forma mais rápida.

Além disso, os headphones on ear em geral não são confortáveis para longos períodos de uso, já que os produtos costumam “apertar” as cartilagens da orelha, que não são retas — pelo mesmo motivo, o isolamento de barulhos externos também não é o mais eficiente. Por outro lado, esse tipo de fone de ouvido costuma ser mais barato, o que pode ser considerado um ponto positivo.

Headphones on ear não são intrusivos, mas podem ser desconfortáveis (Imagem: Amazon)
Headphones on ear não são intrusivos, mas podem ser desconfortáveis (Imagem: Amazon)

Porém, caso o orçamento esteja mais generoso, os headphones do tipo over ear são capazes de oferecer uma maior vedação de som, pois ficam apoiados em volta das orelhas, em torno das cartilagens — pelo mesmo motivo, eles também costumam ser mais confortáveis e indicados para uso durante longos períodos.

Em compensação, fones de ouvido do tipo over ear costumam ter uma construção de dimensões maiores, o que se torna um problema caso ele não possa ser dobrado para viagens ou deslocamentos similares, além de chamar mais atenção ao usar fora de casa.

Protutos do tipo over ear ficam em volta das orelhas (Imagem: Divulgação/JLAB)
Protutos do tipo over ear ficam em volta das orelhas (Imagem: Divulgação/JLAB)

Outras classificações de headphones fazem referência a características da concha externa dos produtos. Fones de ouvido com “closed-back” (ou “traseira fechada”) costumam oferecer um perfil de áudio mais voltado para os graves, por conta da construção acústica que pode “prender” essas frequências de forma mais eficiente. Entretanto, longos períodos de uso de headphones desse tipo podem levar a desconforto e suor, pois deixa a região da orelha mais vedada.

Por outro lado, headphones com “open-back” (ou “traseira aberta”) são os preferidos de muitos audiófilos, por conta da capacidade de emissão de um som mais natural, e sem distorções em volumes mais altos. Além disso, produtos desse tipo costumam trazer um respiro mais eficiente para as orelhas por conta da circulação constante de ar, mas em compensação não oferecem um cancelamento de ruído tão eficiente pelo mesmo motivo — fones com traseira aberta também “vazam” mais som para a parte exterior dos acessórios, o que pode ser um incômodo em determinados momentos.

Fones com traseira aberta oferecem melhor circulação de ar (Imagem: Divulgação/Shure)
Fones com traseira aberta oferecem melhor circulação de ar (Imagem: Divulgação/Shure)

Afinal, qual é o melhor tipo de fone de ouvido que existe?

Não existe uma resposta concreta para essa pergunta. Além das características anatômicas das orelhas, o próprio gosto individual pode definir qual é o estilo de fones mais adequado.

Além disso, os objetivos de uso podem transformar a experiência com diferentes fones de ouvido. Fones bons para uma hora de academia podem não trazer os mesmos níveis de conforto depois de oito horas de reprodução de conteúdos durante o trabalho, por exemplo.

Por isso, a melhor dica é buscar a maior variedade possível de fones de ouvido, além de testá-los antes da compra, se possível. De qualquer forma, o Canaltech faz frequentes análises de diversos acessórios do tipo, que podem ser conferidas aqui.

Fonte: Canaltech

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