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Qual a relevância do cargo para o qual Abraham Weintraub pode ocupar no Banco Mundial?

Abraham Weintraub está nos Estados Unidos, mas ainda não assumiu posto no Banco Mundial (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Abraham Weintraub chegou aos Estados Unidos no último fim de semana – mesmo com a proibição de que brasileiros entrem no país. Com o passaporte diplomático, ele entrou em território norte-americano, foi exonerado do ministério da Educação em seguida.

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Agora, a expectativa é de que ele assuma o cargo de diretor-executivo do Banco Mundial e faça parte do conselho da instituição, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro. Guilherme Casarões, cientista social e professor da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, explica que o cargo não é apenas simbólico, mas tem grande peso em tomadas de decisão.

“O Banco Mundial tem uma função de reconstrução e infraestrutura. É um investimento pelo desenvolvimento de países que estão passando por alguma dificuldade econômica, diferente do FMI que empresa dinheiro de mais curto prazo. O Banco Mundial faz projetos de longo prazo, projetos mais estruturantes em países em desenvolvimento principalmente”, explica Casarões.

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O Brasil está dentro de um grupo com outros oito países e exerce forte liderança dentro desse conjunto de países. O Brasil tem a prerrogativa de fazer a indicação e, quando a nomeação é feita, é normal que o haja um acordo entre os países, mas pode haver oposição.

“Não é comum, porque, em geral, obedecem-se todos requisitos técnicos de alguém que conheça do assunto, de alguém que tenha o repertório, uma bagagem, uma trajetória profissional, compatíveis com aquilo que o Banco Mundial espera e, mais do que isso, alguém cujas ideias sejam, também, compatíveis com aquilo que o Banco Mundial defende”, afirma o professor.

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Casarões ainda lembra de outros brasileiros que ocuparam o posto, como economista Otaviano Canuto e o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan.

“Nessa conjuntura, de Weintraub sair do cargo de ministro de Educação cercado de polêmicas, envolvido em um inquérito que pode inclusive leva-lo a prisão aqui no Brasil, eu acho que tudo isso coloca a situação da nomeação dele para o Banco Mundial em grande suspeita”, avalia. “A minha grande questão nessa indicação é que não me parece ter sido feita a partir de um critério técnico.”

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