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Quais as tendências para as startups brasileiras em 2022?

·3 min de leitura

A pandemia de covid ainda persiste, mas a transformação digital que veio como consequência deste cenário veio para ficar. Não é por acaso que surgiram mais de 35 mil novas startups no país em 2020, segundo uma pesquisa da plataforma de inteligência de dados DataHub. Agora é ficar de olho nas esperadas tendências em alta para o setor, como fintechs, healthtechs e outras.

As apostas acima são de Mikio Jr., CEO do Grupo Safira, empresa especializada em soluções financeiras. Para o executivo, que também é mentor de programas de inovação, serviços que ajudaram a solucionar dores surgidas na pandemia continuarão em bons ventos.

Segundo um levantamento recente do Sebrae, somente nos seis primeiros meses de 2021 foram cerca de 2,1 milhões de novos negócios, um crescimento de 35% em comparação ao mesmo período em 2020. Tudo indica que essa curva de crescimento contionuará no ano que vem.

Fintechs trouxeram facilidades de acesso a contas corrente (Imagem: Reprodução/Rodnae Productions/ Pexels)
Fintechs trouxeram facilidades de acesso a contas corrente (Imagem: Reprodução/Rodnae Productions/ Pexels)

Fintechs

Como exemplo, muitos bancos restringiram suas atividades e a maioria ainda não possuía um sistema digital completo. Foi aí que as fintechs entraram para valer, com suas facilidades de acesso a contas corrente, pagamentos online e transações. "Seu impacto foi tão grande, que as organizações bancárias tradicionais acabaram tendo que mudar suas atuações para se encaixar nessa nova realidade”, explica o CEO do Safira.

Healthtechs

No caso das healthtechs, novidades como testes rápidos da covid-19 e o teleatendimento a impulsionaram. Como ainda não há uma expectativa concreta sobre o fim da pandemia ou um controle maior dos casos e mortes, essas startups continuarão com grande demanda.

Logística

As startups de logística também tiveram seu destaque com o fechamento temporário do comércio físico e a necessidade da população de receber suas encomendas. Os e-commerces passaram a reduzir os dias de espera da entrega de um produto, tanto os nacionais quanto os internacionais. Uma espera de cerca de três meses em muitos casos caiu para poucos dias.

Volta do presencial ou híbrido

Uma mudança de rumo que pode ocorrer em 2022, segundo Mikio Jr., é a volta das contratações para regime presencial ou hibrido. Afinal, mesmo com ferramentas de videoconferência como apoio as empresas ainda têm dificuldades de entender e perceber se o contratado está alinhado com a cultura e o ritmo de trabalho da empresa.

Varejo online, comida vegetal e mais serviços

Além disso, a ONG de inovação Wylinka elencou outras tendências:

  • O boom do varejo online e seu ecossistema de serviços, como produtos financeiros para facilitar a aquisição de produtos, soluções logísticas para melhorar a entrega e tecnologias de gestão da informação envolvendo ofertas e clientes;

  • No-code, a habilidade de construir certas coisas sem saber programar. São exemplos disso o Webflow (criação de sites) e Bubble (criação de aplicações). Até mesmo a Amazon lançou uma plataforma no-code para criação de apps;

  • Comidas baseadas em plantas, como a brasileira N.Ovo, uma startup de ovos plant-based surgida em 2017;

  • Personalização da educação, com diversos produtos de ensino digitalpara diferentes nichos e públicos;

  • Infraestrutura para trabalho híbrido, que tragam soluções mais saudáveis e eficazes para a comunicação e trabalho fora dos escritórios;

  • Tudo como serviço, ou seja, terceirização e assinatura de coisas que antes comprávamos ou alugávamos por longo tempo, como casas, carros, móveis e outras coisas.

Fonte: Canaltech

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