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Quais são as reações mais comuns entre os vacinados contra COVID-19 no Brasil?

Fidel Forato
·3 minuto de leitura

A questão da segurança das vacinas contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2) ainda gera receio em algumas pessoas, mesmo com os estudos atestando essa garantia, como a CoronaVac e a vacina de Oxford. De acordo com o Ministério da Saúde, apenas cinco em cada 10 mil vacinados relataram algum efeito colateral após tomarem a primeira dose contra a COVID-19 no país. Além disso, não há ainda nenhuma reação adversa grave confirmada até a última terça-feira (2).

Esses números do Ministério da Saúde foram estipulados a partir de duas milhões de doses da vacina contra a COVID-19 já aplicadas no país. Matematicamente, apenas 0,05% dos imunizados relataram alguma reação, ou seja, 1.038 comunicações de eventos adversos. Nesse levantamento, os sintomas mais comuns foram: cefaleia (dor de cabeça); febre; mialgia (dor muscular); diarreia; náusea; e dor localizada no local da aplicação.

Apenas 5 em cada 10 mil vacinados contra a COVID-19 apresentam alguma queixa no Brasil (Imagem: Reprodução/ CDC/ Unsplash)
Apenas 5 em cada 10 mil vacinados contra a COVID-19 apresentam alguma queixa no Brasil (Imagem: Reprodução/ CDC/ Unsplash)

Segundo especialistas entrevistados pelo jornal O Globo, os números baixos das queixas em relação aos imunizantes contra a COVID-19 reforçam o perfil de segurança das fórmulas aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Até o momento, mais de 90% das imunizações foram feitas com a CoronaVac.

Reações adversas graves

Com pouco mais de mil casos relatados, apenas 20 foram considerados graves, ou seja, apenas uma a cada 100 mil aplicações de vacina contra a COVID-19. No entanto, a relação direta com o imunizante ainda precisa ser confirmada em cada caso, já que uma série de circunstâncias poderia causar isso. O único consenso é que os efeitos graves foram relatados após a imunização.

De acordo com o Renato Kfouri, infectologista e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), "eventos graves" são definidos como aqueles casos em que as pessoas precisam de hospitalização, levam à morte ou a abortos em mulheres grávidas. "Se a pessoa toma a vacina e é atropelada no dia seguinte, por exemplo, isso é reportado [como evento grave]. Se é efeito da vacina a investigação dirá depois. Quando você vacina milhões de pessoas, é natural que uma ou outra sofrerá um acidente ou terá um infarto no dia seguinte, três dias depois", explica Kfouri.

Para entender o que é enquadrado como efeito adverso grave, em novembro do ano passado, um óbito durante o estudo de Fase 3 da CoronaVac levou a Anvisa a suspender todos os testes nacionais. No entanto, quando a agência soube que o caso se tratava do suicídio de um dos voluntários, foi novamente retomado.

Vacinação nos Estados Unidos

Na última semana, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão federal dos Estados Unidos, informou que foram registrados apenas 1.266 eventos adversos — o que equivale a 0,03% —, após a imunização de quatro milhões de pessoas com a vacina produzida pela farmacêutica Moderna. Desse total de reações, 108 demandarão uma análise mais aprofundada e são consideradas reações adversas graves, já que foram detectadas reação alérgica. No entanto, ainda não se confirmou nenhuma ligação direta com o imunizante contra a COVID-19.

Vale lembrar que estes casos também são acompanhados pelas próprias farmacêuticas, já que os estudos continuam para cada imunizante, mesmo após a aprovação emergencial de uso. Isso porque, agora, os pesquisadores poderão acompanhar as reações e, principalmente, o efeito protetor das fórmulas em milhões de pessoas, ou seja, mais do que as milhares que participaram dos estudos de Fase 3. Nesse aspecto, ainda é possível identificar algum efeito colateral considerado raro, por exemplo.

Fonte: Canaltech

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