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Quais são as diferenças entre videoconferência, webinar e keynote?

·4 minuto de leitura

Para quem reclamava de ir a muitas reuniões e palestras de escritório, a pandemia de covid trouxe uma notícia ruim e outra boa. A ruim é que elas continuaram acontecendo; a boa é que puderam ser acompanhadas de casa. As videoconferências, webinars e keynotes bombaram em plataformas como Zoom, Microsoft Teams, Google Meet e outras.

Aliás, talvez justamente por tudo isso ter migrado para o digital, talvez haja no público alguma confusão entre os termos. Afinal, o que há em comum entre videoconferências, webinars e keynotes? E o que há de diferente? Calma, vamos explicar.

O que é uma videoconferência?

O termo é bem claro: é uma conferência realizada usando ferramentas de vídeo, onde duas ou mais pessoas se conectam por meio de um programa ou aparelho e com isso conseguem se ver, ouvir e falar em tempo real.

Antes da internet e dos computadores pessoais, fazer uma videoconferência era algo bem difícil. Uma das empresas pioneiras no recurso foi a telefônica norte-americana AT&T, que inventou o Picturephone nos anos 60 de forma experimental e depois lançou comercialmente em Pittsburgh em 1970. O aparelho usava uma transmissão de televisão enviada por linhas telefônicas, o que, segundo a descrição do vídeo no canal da empresa no YouTube, era "impraticável em uma escala maior". E era caro: US$ 160 por mês, que garantia 30 minutos de conversa.

Décadas depois, com o avanço das transmissões de dados em banda larga, falar por vídeo ao vivo não é nada de mais: basta um computador, tablet ou celular com câmera (nativa ou como um acessório), uma conexão de internet e escolher um dentre vários programas ofertados hoje em dia. Além dos citados Zoom, Teams e Meet, há quem prefira o Skype, Facebook Messenger ou até mesmo o WhatsApp, ou outras soluções voltadas a empresas. Os programas podem ser instalados no aparelho ou funcionar em nuvem, abrindo em um navagador de internet.

No mundo corporativo, uma videoconferência é uma ferramenta útil para ajudar na comunicação entre pessoas que não podem se encontrar fisicamente. Em tempos pandêmicos, também tem ajudado a manter o distanciamento social.

Os programas atuais têm ferramentas de todo tipo: ferramentas de segurança para evitar a entrada de intrusos, troca de imagem de fundo, desfoque do fundo para manter privacidade (bom para quem trabalha em casa), silenciar o áudio de quem não está com a palavra, colocar o falante em primeiro plano, trazer imagem de tela do computador para apresentar slides etc.

Webinar (Imagem: Unsplash/Chris Montgomery)
Webinar (Imagem: Unsplash/Chris Montgomery)

O que é um webinar?

É a junção das palavras "web" e "seminário", ou seja, é um seminário realizado pela internet — há quem use o termo "webinário" também. Via de regra é uma videoconferência com propósitos educacionais, onde um palestrante especializado em determinado tema faz uma apresentação para outras pessoas, que podem se limitar a apenas assistir ou eventualmente mandar perguntas por chat ou por vídeo.

Empresas e startups também costumam promover webinars como ferramenta de marketing digital, para gerar e engajar leads, que no jargão corporativo são os potenciais clientes da companhia. Um webinar pode servir para apresentar um futuro produto, além de tirar dúvidas e obter sugestões sobre ele.

As ferramentas para criar um webinar costumam ser as mesmas de uma videoconferência: aparelhos de computação pessoal, câmeras e acesso à internet, além de um programa ou app que faça o "meio de campo". Como seu formato se aproxima mais de uma grande aula ou palestra de pequeno porte, só é preciso um pouco mais de preparação por parte do organizador, como cadastrar e convidar o público-alvo desejado e escolher uma plataforma que aceite o número desejado de pessoas na mesma chamada.

Tim Cook em keynote da Apple (Imagem: Divulgação/Apple)
Tim Cook em keynote da Apple (Imagem: Divulgação/Apple)

O que é uma keynote?

Conceitualmente a keynote é uma grande apresentação para muitas pessoas. Ela pode acontecer em locais físicos ou no online (ou ambos), mas a vantagem da internet, claro, é que permite acompanhá-la de qualquer lugar do mundo. Comercialmente é o formato usado por uma empresa fazer grandes anúncios para seu público, profissionais do setor e/ou a imprensa. Também é quando um evento especial sobre certos assuntos ou áreas de mercados convida especialistas para fomentar debates ou trazer novos insights, como as palestras da TED ou a CES, a feira anual de tecnologia de Las Vegas.

Um bom exemplo de keynote são os anúncios da Apple para lançar iPhones, iPads e outros aparelhos todos os anos. O formato envolve uma ou mais pessoas se apresentando em um palco ou estúdio — normalmente profissionais de autoridade no tema da keynote, como os executivos da Apple que trabalharam na concepção dos novos produtos — e muitas vezes são conferências abertas a qualquer interessado, com links no YouTube ou outra grande plataforma de transmissão ao vivo.

Diferentemente da webinar, uma keynote online não costuma "abrir o microfone" para seus espectadores, principalmente por questões operacionais. Afinal, seu público pode chegar à casa das centenas ou milhares de pessoas.

Fonte: Canaltech

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