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Quais os produtos e segmentos são alvos de fraudadores na Black Friday?

Colaborador externo

A Black Friday é uma oportunidade para os consumidores adquirirem aquele produto tão desejado por um preço mais acessível. Mas, é preciso ter muita cautela para não agir por impulso e comprar na primeira loja que encontrar itens com descontos aparentemente imperdíveis, mas que podem servir de isca para atrair os clientes para lojas falsas. Existem alguns produtos que são alvos desses criminosos virtuais e por isso, é preciso ficar ainda mais atento.

De acordo com um estudo feito pela Konduto, companhia que desenvolve soluções de antifraude para pagamentos online, na Black Friday 2018 os segmentos com maiores taxas de tentativa de fraude durante a data foram Eletroeletrônicos (11,21%), Casa/Decoração (2,89%), Esporte/Lazer (2,80%), Autopeças (1,93%) e Turismo (1,89%). O levantamento mostra também que 1,43% das compras feitas entre os dias 22 (quinta) e 25 de novembro (domingo) foram realizadas com cartões de crédito clonados.

"Geralmente aqueles produtos de alto valor agregado e alto poder de revenda - então, smartphones, laptops, tablets e afins são os mais desejados por criminosos cibernéticos.

Além disso, outros tipos de "produtos" muito visados são passagens aéreas ou rodoviárias, joias e roupas de marcas famosas", afirma Tom Canabarro, co-fundador da Konduto.

Isso acontece porque nessa época do ano existem fraudadores que criam lojas de fachadas e anunciam produtos bastante estimados, como por exemplo smartphones e eletrônicos, com preços super tentadores, oferecendo pagamentos apenas por boleto bancário ou transferência bancária. "Nesse momento, o consumidor acha que está aproveitando uma oferta tentadora, realiza a compra, finaliza o pagamento e nunca recebe o produto. ,No momento em que ele vai reclamar, o site não existe mais", comenta Canabarro.

Mas, como evitar cair nesses golpes?

Ralf Germer, CEO da PagBrasil - fintech brasileira especializada no processamento de pagamentos para e-commerce ao redor do mundo - explica que ao realizar uma compra pela internet, os consumidores precisam ficar atentos à URL da página (o endereço do site), uma vez que se um fraudador estiver passando por uma loja oficial, o domínio será diferente do endereço do e-commerce.

"Muitos fraudadores criam páginas semelhantes à de grandes portais e-commerce. Sempre verifique se a URL da página corresponde ao da loja oficial. Também é preciso tomar cuidado com os anúncios nas redes sociais: as promoções verdadeiras são sempre publicadas nas páginas e perfis oficiais das lojas", diz.

A melhor forma de evitar cair em golpes, segundo Rodrigo Camargo, head de moderação do Promobit , social commerce que reúne ofertas da internet, é usar ferramentas disponíveis na internet que ajudam a saber se o valor está no menor preço. "Existem opções como comparadores de preço e comunidades voltadas à economia que vem se tornando cada vez mais relevantes. Plataformas como o Promobit, por exemplo, contam com milhares de usuários que compartilham ofertas diariamente, que são verificadas uma a uma para garantir que estão entre os menores valores registrado nos últimos meses. Além disso, o consumidor pode cadastrar produtos para ser alertado quando entrar em promoção, ficando difícil perder as melhores ofertas."

Segundo Rodrigo também é importante estar atento aos principais golpes: "Os mais comuns são descontos muito acima da realidade, onde a loja aumenta o valor anterior para criar uma percepção falsa de desconto. Outra prática comum e muito perigosa são as páginas de phishing, que é quando um site se passa por outro para roubar os dados de compras do consumidor, conta o especialista."

Fonte: Canaltech

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