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Quais americanos vão receber a vacina contra a covid primeiro?

Ivan Couronne
·3 minuto de leitura

As vacinas Pfizer e Moderna contra a covid-19 podem ser aprovadas em questão de semanas, mas quem nos Estados Unidos será imunizado primeiro? 

Um painel de alto nível de especialistas dos EUA votou nesta terça-feira (1) que os profissionais de saúde e residentes em instituições de longa permanência deveriam ser priorizados na primeira fase. 

"Acredito que meu voto reflete benefícios máximos, danos mínimos, promoção da justiça e mitigação das desigualdades de saúde existentes, no que diz respeito à distribuição desta vacina", disse José Romero, presidente do Comitê Consultivo em Práticas de Imunização nos Centros de Controle e Prevenção de Doenças. 

No entanto, os especialistas dos EUA podem diferir de outros países priorizando "trabalhadores essenciais" que mantêm a sociedade funcionando - antes de pessoas em maior risco. 

Para ser claro, não haverá um único conjunto de regras para toda a nação.

Correndo o risco de criar confusão, como aconteceu durante a campanha de vacinação contra a gripe H1N1 em 2009, o governo federal só faz recomendações aos estados, que decidem por si próprios como distribuir as doses e quem terá prioridade. 

Painéis de especialistas renomados já emitiram suas opiniões, que divergem em alguns aspectos essenciais e revelam a tensão no centro do debate: as vacinas devem proteger os mais vulneráveis e ajudar a facilitar o retorno à normalidade. 

Impulsionar a economia o mais rápido possível seria a motivação que pode diferenciar os EUA. 

A principal autoridade de saúde da França recomendou começar com residentes e funcionários de lares de idosos, seguidos por idosos e profissionais de saúde, depois os com mais de 50 anos, pessoas cujos empregos as colocam em risco, pessoas de alto risco médico, os pobres e, finalmente o resto da população. 

Essa é a abordagem recomendada pela Organização Mundial da Saúde e adotada por vários países ricos, disse Saad Omer, diretor do Instituto de Saúde Global de Yale, à AFP. 

Nos EUA, o painel votou esmagadoramente a favor da priorização dos profissionais de saúde e instalações de cuidados de longa duração (como os lares para idosos), que responderam por cerca de 40% das mortes no país até agora. 

O comitê não votou sobre o que aconteceria após a fase inicial, mas especialistas propuseram, então, dar prioridade aos trabalhadores essenciais na fase "1b", seguidos por adultos com múltiplos fatores de risco e adultos com mais de 65 anos na fase "1c".

- Mantendo o país funcionando -

Trabalhadores essenciais incluem professores, funcionários de abatedouros e supermercados que mantêm os americanos abastecidos e aqueles que dirigem ônibus e trens, vendem remédios, mantêm a ordem ou entregam correspondências e pacotes. 

As pessoas nesses empregos costumam ser de minorias hispânicas ou negras e foram atingidas de forma desproporcional pela pandemia. 

Na prática, essas considerações éticas, epidemiológicas e econômicas podem ser ignoradas na pressa inicial das doses. 

Ainda há problemas a serem resolvidos: embora possa ser fácil reconhecer lares de idosos e hospitais, como os farmacêuticos e médicos podem confirmar se uma pessoa é de fato um trabalhador essencial ou se tem duas doenças subjacentes? 

A administração Trump disse que as casas de repouso receberão vacinas da Pfizer/BioNTech já em meados de dezembro, no caso de uma luz verde regulamentar.

ico-ia/dw/jc/mvv