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Quadrilha que usava Bitcoin para lavar dinheiro de fraudes é detida no RJ

·2 min de leitura

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta quinta-feira (4) nove pessoas envolvidas com fraudes bancárias. Entre os detidos, estão presentes dois gerentes de bancos, um privado e um público. A ação é parte da Operação Véritas, que atua contra golpes financeiros.

Na operação realizada nesta quinta, a polícia cumpriu 15 mandados de prisão e 17 de busca e apreensão. Além dos dois gerentes, um policial civil e um sargento da Polícia Militar também foram detidos. Eduardo da Costa Ferreira, o Frango, apontado como o chefe da quadrilha, foi preso em casa, em Camboinhas, em Niterói (RJ).

Entre os objetos apreendidos, foram encontrados uma máquina mineradora de Bitcoin, computador adaptado para realizar operações que rendem pequenas frações da criptomoeda, e um veículo Range Rover, registrado no nome do chefe da quadrilha.

Segundo a Polícia Civil do RJ, os criminosos realizavam os golpes a partir de informações repassadas pelos gerentes participantes. Os alvos da quadrilha, geralmente, eram idosos ou correntistas que movimentavam altas quantias monetárias em aplicações. Além disso, o grupo clonava cartões e realizava fraude em cheques, e procurava por valores retidos em contas de pessoas mortas.

<em>Exemplo de uma mineradora de Bitcoin. (Imagem: Divulgação/Лечение Наркомании/Pixabay)</em>
Exemplo de uma mineradora de Bitcoin. (Imagem: Divulgação/Лечение Наркомании/Pixabay)

Nas fraudes com cheques, os criminosos interceptavam talões pelo correio, falsificavam a assinatura dos titulares e compensavam valores altos, como ocorreu com uma vítima em 2020, que procurou a polícia de Minas Gerais para comunicar uma compensação fraudulenta de quase R$ 500 mil de sua conta.

Segundo Gabriel Poiava, delegado responsável pelas investigações do caso, em comunicado para o G1, os criminosos, para justificar a movimentação de altas quantias para os bancos, afirmavam estar adquirindo terrenos. A polícia estima que a partir desta fraude, o bando movimentou ao menos R$ 13 milhões nos últimos meses.

A Polícia Civil pediu o bloqueio de R$13,4 milhões, que estão em contas bancárias e em carteiras de criptomoedas dos suspeitos e das empresas. A investigação afirma que os criminosos lavavam o dinheiro das fraudes bancárias com aplicações em criptomoedas e venda de pedras preciosas, com Eduardo da Costa Ferreira, apontado como chefe da quadrilha, chegando a ter em seu nome cerca de R$ 2 milhões investidos em somente um criptoativo.

Fonte: Canaltech

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