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Quadrilha de militares do Exército é presa suspeita de fraudar certificados de armas de fogo

Redação Notícias
·2 minuto de leitura
Em outras palavras, o esquema concedia o registro para quem não preenchia os pré-requisitos (Foto:PCDF/Divulgação)
Em outras palavras, o esquema concedia o registro para quem não preenchia os pré-requisitos (Foto:PCDF/Divulgação)

Nove pessoas foram presas pela Polícia Civil do Distrito Federal suspeitas de integrar uma quadrilha especializada em fraudar documentos de posse e porte de arma de fogo para caçadores. Entre os detidos estão três militares da ativa, dois servidores aposentados e quatro civis suspeitos de conceder o chamado de Certificado de Registro de Arma de Fogo a Caçadores (CACs).

Segundo as investigações, o grupo era composto por militares do Exército Brasileiro que eram integrantes do Sistema de Fiscalização de Produtos Controlados de algumas Organizações Militares. As fraudes ocorriam no DF, Goiás, Pará e Tocantins. No entanto, a polícia informou que ainda vai apurar o número de certificados que teriam sido forjados.

A organização criminosa "era paga por pessoas para colocar informações falsas na concessão de certificados de registro e concessão de registro de arma de fogo de CACs (Caçadores, Atiradores e Colecionadores)", de acordo com a Coordenação de Repressão aos crimes Patrimoniais da Polícia Civil.

Em outras palavras, o esquema concedia o registro para quem não preenchia os pré-requisitos.

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A operação, que teve apoio do Exército Brasileiro, também está cumprindo 26 mandados de busca e apreensão em Samambaia, Ceilândia, Riacho Fundo, Planaltina, Cidade Estrutural, Núcleo Bandeirante, Gama e Luziânia (GO).

Ao todo, 18 pessoas faziam parte do grupo que facilitava a posse, porte e comercialização clandestina de armas no DF e em Goiás para criminosos.

A divisão da quadrilha

Segundo o Delegado que está à frente do caso disse ao G1, o grupo de criminosos era divido em cinco funções.

A primeira era composta por militares e despachantes que eram responsáveis por burlar o sistema de fiscalização de Produtos Controlados concedendo os registros de forma ilegal.

A segunda por armeiros que modificavam o armamento adquirido pelo grupo criminoso.

Já a terceira tinha um fraudador como encarregado. Ele fornecia certificados falsos de prática de tiros e exame de conhecimento para supostos caçadores, atiradores e colecionadores.

Por fim, a quinta e última função, segundo as investigações, era a do negociante responsável por vender e repassar, de forma ilegal, os armamentos adquiridos organização criminosa.

Certificado de registro de arma

Hoje, a legislação brasileira permite a concessão de CAC'S a atiradores, colecionadores e ao cidadão que tenha registrado no Exército Brasileiro a autorização para praticar as atividades de caça, tiro desportivo e colecionamento de armas e preencham outros requisitos.

Para isso, é preciso ter a idade mínima exigida de 25 anos, e nenhuma passagem na polícia. No entanto, Não é permitido o porte arma a CAC'S. Ao cidadão com a autorização legal pode apenas transitar com arma até o local caça ou treino.