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Química faz renúncia coletiva e número de pesquisadores fora da Capes chega a 80

·2 min de leitura

BRASÍLIA — Vinte e oito pesquisadores que atuam na avaliação da área de Química da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) renunciaram a suas funções na instituição nesta quarta-feira. O novo grupo de cientistas a abrir mão do cargo é composto por três coordenadores da área de Química, que tinham mandato de quatro anos, e 25 pesquisadores ad hoc, que atuam como consultores nas avaliações. No total, já são 80 cientistas que deixaram seus cargos na instituição desde a semana passada com críticas à gestão do órgão. A debandada foi revelada pelo GLOBO na última segunda-feira.

Em uma nova carta, que se soma às da área de Matemática e Física, os pesquisadores afirmam que apesar das trocas de governo, sempre afirmaram que a "pós-graduação era uma política de estado", mas completam: "infelizmente, não podemos mais fazer essa afirmação".

"Estamos na coordenação da área de Química nos últimos oito anos, mas muito mais tempo se contarmos toda a atuação como consultores. Passamos por vários governos, vários presidentes e diretores de avaliação. Nem sempre foi fácil, mas sempre tivemos pleno apoio e muito diálogo para que pudéssemos discutir e aprender muito, especialmente no tocante as particularidades de cada área, que devem ser ouvidas e respeitadas, mas sem nunca perder o foco do Sistema Nacional de Pós-Graduação como um todo", diz um trecho do texto.

Os pesquisadores reforçam as críticas apresentadas anteriormente por seus colegas de que não há empenho da presidência da instituição em retomar a avaliação quadrienal, que serve para atribuir conceitos aos cursos de pós-graduação do país e está paralisada após decisão judicial. Eles também criticam a "rapidez e empenho" para abertura de edital para Avaliação de Propostas de Novos Cursos (APCN) e o pedido de formulação de proposta para cursos de Educação à Distância (EAD). Além disso, os cientistas criticam a ausência de um novo Plano Nacional de de Pós-Graduação (PNPG), uma vez que aquele que estava em vigência venceu no ano passado.

"Estamos no final de 2021 e não se conhece nenhuma ação da CAPES no sentido de discutir e elaborar o PNPG 2021-2030. Assim, entendemos que a inexistência de uma política nacional de pós-graduação formalizada torna

todo o sistema frágil, no sentido de que diagnósticos, metas e desafios estratégicos não estão disponíveis para toda a comunidade", diz o texto, criticando ainda a falta de abertura dentro da gestão da Capes:

"Também não se pode mais falar em um verdadeiro diálogo. Desde 2020, fazem questão de ressaltar que, pelo estatuto, somos somente consultores. Consultores que ficaram sabendo de muitas das decisões depois que as mesmas foram publicadas."

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