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China mostra avanços para voltar à normalidade

Bloomberg News
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China mostra avanços para voltar à normalidade

(Bloomberg) -- Em meio ao surto de coronavírus que já matou mais de 2.600 pessoas e contaminou dezenas de milhares, a China lentamente tenta voltar à vida normal.

Controles do governo e o medo de sair de casa reduziram os gastos, e muitas fábricas ainda não operam a plena capacidade devido à falta de funcionários, pois muitos ainda estão em suas cidades de origem ou em quarentena de duas semanas.

No entanto, a atividade parece aumentar. A economia deve ter operado com 60% a 70% da capacidade nesta semana, segundo relatório da Bloomberg Economics, acima dos 50% há duas semanas.

Demanda industrial

Algumas empresas, especialmente indústrias estatais e as que fabricam equipamentos médicos, aumentaram a produção. A demanda por carvão para produzir eletricidade é a mais alta desde 29 de janeiro, mas ainda está bem abaixo do normal para esta época do ano. Os dados de consumo de energia sugerem que grande parte da capacidade industrial do país permanece inativa ou opera abaixo da capacidade total.

Emissões de poluição da atividade industrial também diminuíram: o dióxido de nitrogênio na atmosfera está abaixo do habitual, segundo o Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo, que citou dados de satélite.

Empresas começam a retomar as operações, mas não a plena capacidade. A Toyota Motor reiniciou a produção em todas as fábricas na China. A linha de Chengdu começou a operar na segunda-feira, segundo comunicado do porta-voz Aaron Fowles na terça-feira. No entanto, todas as quatro fábricas vão operar apenas com um turno e a empresa não retomará as operações com capacidade total até que considere seguro e apropriado, de acordo com o porta-voz.

A desaceleração das refinarias e a queda da demanda aumentaram os estoques de petróleo.

No entanto, as importações de gás natural liquefeito sinalizaram recuperação na semana passada, para níveis de meados de janeiro.

Em pesquisa com mais de 150 empresas norte-americanas na China em meados de fevereiro, apenas 18% disseram que retomariam as operações normais até o fim deste mês. Outras 28% esperam tomar a medida até o fim de março.

Outra pesquisa com gerentes de vendas das empresas chinesas, realizada em fevereiro, mostrou os piores resultados desde que os dados começaram a ser coletados, com efeitos distribuídos igualmente nos setores de serviços e manufatura.

Viagens

O número de viagens de avião, trem, automóvel e barco nos dias anteriores ao Ano Novo Lunar deste ano foi praticamente o mesmo em comparação ao mesmo período de 2019, mas a queda desde o primeiro dia do Ano do Rato, em 25 de janeiro, é impressionante. Em média, apenas cerca de 20% das viagens diárias são realizadas, o que significa que milhões de pessoas ainda não voltaram ao trabalho. Ônibus de longa distância foram obrigados a operar com apenas 50% da capacidade para reduzir os riscos de transmissão viral, por isso, esse gargalo vai levar muito tempo para ser resolvido.

Consumo

O Alibaba, a primeira grande empresa chinesa de tecnologia a divulgar balanço desde o surgimento da epidemia em janeiro, disse que o vírus reduziu a produção e mudou os padrões de compra. Os consumidores diminuíram gastos discricionários, como em viagens e restaurantes.

A demanda de varejo por carros desabou, pois consumidores passaram longe das concessionárias. Na primeira semana de fevereiro, uma média de apenas 811 carros de passeio foram vendidos por dia em todo o país, e as vendas caíram 89% em relação ao mesmo período do ano passado nas três primeiras semanas do mês, segundo a Associação de Carros de Passeio da China. As vendas de carros já estavam em queda antes do surto, mas a doença deve afetar ainda mais a indústria automobilística.

--Com a colaboração de Feifei Shen, Jasmine Ng, Shirley Zhao, Aaron Clark, Yinan Zhao, Masatsugu Horie, Matt Turner, Serene Cheong e Stephen Stapczynski.

To contact Bloomberg News staff for this story: James Mayger Beijing, jmayger@bloomberg.net;Lin Zhu Beijing, lzhu243@bloomberg.net

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