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Putin vê crise de gás na Europa como oportunidade de ouro

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Depois de prometer aliviar a crise de gás na Europa, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, agora vê oportunidade de capitalizar sobre isso.

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Putin quer pressionar a União Europeia a reescrever algumas das regras do mercado de gás depois de ignorar as questões de Moscou por anos, com o objetivo de favorecer contratos de longo prazo, como defendido pela estatal russa Gazprom, em vez dos preços à vista, segundo duas pessoas com conhecimento do assunto. A Rússia também busca a rápida certificação do polêmico gasoduto Nord Stream 2 para a Alemanha com a meta de aumentar as entregas de gás, disseram.

A Rússia está preparada para atender as necessidades de gás da Europa e pronta para o diálogo com a UE sobre a estabilização do mercado, disse Putin na quarta-feira durante a conferência da Semana Russa de Energia.

“Sempre encontramos nossos parceiros na metade do caminho e estamos prontos para discutir ações adicionais”, disse Putin. Os projetos de energia russos, incluindo o Nord Stream 2, buscam “garantir a estabilidade e previsibilidade do fornecimento de gás nos volumes necessários aos países europeus nos próximos anos”, afirmou.

Os futuros do gás europeu mostravam alta na quarta-feira. Em meio a oscilações diárias de até 40% nos preços do gás na Europa, Putin fez uma calculada intervenção para esfriar o mercado na semana passada, dizendo que a Gazprom pode elevar os suprimentos para ajudar a aliviar a escassez.

Ainda assim, mesmo quando o Kremlin elege o presidente como o salvador da energia da Europa, a Rússia não tem a ilusão de que conseguirá concessões políticas da UE ou aliviará as relações tensas como resultado da crise, de acordo com uma autoridade do governo e assessor político próximo ao gabinete presidencial.

‘Preços estáveis’

“Putin pressente uma oportunidade com a crise”, disse Andrei Kortunov, chefe do Conselho de Assuntos Internacionais da Rússia, fundado pelo Kremlin. “A Rússia quer evitar que a UE atrase a certificação do Nord Stream 2 e quer iniciar negociações sobre preços estáveis de longo prazo para o gás.”

A Rússia há muito tempo se opõe a dar mais peso ao mercado à vista para determinar os preços, preferindo contar com contratos de longo prazo menos voláteis, que podem limitar parte dos ganhos quando os preços estão altos, mas fornecem proteção contra quando caem. No entanto, a liberalização do mercado de gás da UE forçou a Gazprom a ajustar suas fórmulas de preços, vinculando a maior parte deles às cotações à vista e futuros.

“Comprar gás a preços razoáveis é, obviamente, bom”, disse a vice-diretora-presidente da Gazprom, Elena Burmistrova, ao Fórum Internacional de Gás de São Petersburgo em 7 de outubro. “Mas é ainda melhor saber exatamente com antecedência quanto vai custar em um mês, em um trimestre e em um ano.”

Putin atribuiu a crise energética em parte a “esnobes” funcionários e conselheiros da UE que, segundo ele, pressionaram pela mudança para os preços spot “e não querem ouvir mais nada”.

Líderes da UE vão avaliar o aumento do preço do gás e medidas para diminuir o impacto em uma cúpula em Bruxelas na próxima semana.

A Europa depende da Gazprom para cerca de 30% de seu fornecimento de gás natural. Embora o armazenamento de gás no continente esteja sendo reposto em relação a mínimas históricas para esta época do ano, há opções limitadas para entregas de outras fontes, como gás natural liquefeito. Com o inverno se aproximando, esse cenário deixa a região potencialmente mais dependente da Rússia para suprimentos extras para evitar a escassez com a queda das temperaturas.

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