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Pulsar extremamente raro parece ter sido encontrado na Via Láctea

Um novo membro de uma categoria de estrelas extremamente rara parece ter sido encontrado na Via Láctea por uma equipe internacional de astrônomos. Designado “MAXI J1816-195”, o objeto fica a menos de 30 mil anos-luz de nós e pode ser um pulsar de acreção de raios X em milissegundos. Menos de 20 deles são conhecidos atualmente, e os autores recomendam novas observações para entender melhor o objeto recém-descoberto.

As primeiras emissões de raios X do objeto foram detectadas nesta terça-feira (7) pelo instrumento Monitor of All-sky X-ray Image (MAXI), montado no lado externo da Estação Espacial Internacional (ISS). Depois, a equipe liderada por Hitoshi Negoro, astrofísico da Nihon University, fez uma publicação descrevendo a detecção de uma fonte emissora de raios X ainda não catalogada, presente no plano galáctico.

Origem das emissões de raios X foi encontrada entre as constelações de Sagitário, Escudo e a Serpente (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/S. Solovy (Spitzer Science Center/Caltech)
Origem das emissões de raios X foi encontrada entre as constelações de Sagitário, Escudo e a Serpente (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/S. Solovy (Spitzer Science Center/Caltech)

Segundo eles, as emissões eram relativamente brilhantes, mas eles não conseguiram identificá-la somente com os dados do MAXI. Em seguida, novos astrônomos entraram no jogo: Jamie Kennea, da Pennsylvania State University, e seus colegas usaram o telescópio espacial Neil Gehrels Swift Observatory para investigar o local, confirmar a detecção com um instrumento independente e localizá-lo.

Swift conseguiu observar o objeto somente em raios X. “Esta localização não está em nenhuma fonte de raios X catalogada, portanto, concordamos que o MAXI J1816-195 é uma nova fonte transiente”, escreveu, em uma publicação no site The Astronomer's Telegram (ATel). Dados do instrumento Neutron Star Interior Composition Explorer (NICER), também instalado na ISS, trouxeram ainda mais mistério quanto à natureza do objeto.

A estrela misteriosa

O NICER mostrou que o objeto emite pulsos de raios X à frequência de 528,6 Hz, o que sugere que está girando 528,6 vezes por segundo. “Esta detecção mostra que o MAXI J1816-195 é uma estrela de nêutrons, e um novo pulsar de acreção de raios X em milissegundos”, escreveu a equipe do instrumento.

As estrelas de nêutrons são objetos pequenos e extremamente densos (Imagem: Reprodução/Raphael.concorde/Daniel Molybdenum/NASA)
As estrelas de nêutrons são objetos pequenos e extremamente densos (Imagem: Reprodução/Raphael.concorde/Daniel Molybdenum/NASA)

As estrelas de nêutrons são formadas pelo núcleo de estrelas massivas que explodiram em supernovas; caso emitam feixes de radiação, elas podem ser classificadas como pulsares. Já os pulsares de milissegundos são aqueles que giram tão rapidamente que pulsam centenas de vezes por segundo.

Há pulsares que são alimentados pela rotação, e outros, pela acreção — neste caso, eles estão em sistemas binários formados por alguma outra estrela vizinha, e a orbitam tão de perto que a matéria dela é arrastada para a estrela de nêutrons. Quando chega à superfície, a matéria produz áreas que brilham em raios X.

Existe ainda a possibilidade de que o processo de acreção faça com que o pulsar gire em velocidades rotacionais de milissegundos, como é o caso dos pulsares de acreção de raios X em milissegundos. Talvez o MAXI J1816-195 faça parte desta categoria, e a emissão de raios X detectada pelo NICER pode ter vindo da queima de matéria acumulada pela estrela.

Fonte: Canaltech

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