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PSOL recalcula rota, reduz candidaturas próprias no Executivo e aposta em alianças nos estados

Criado há 17 anos, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) chega nas eleições de 2022 com uma postura diferente dos últimos pleitos. A sigla, que prioriza desde a sua fundação candidaturas próprias para cargos no Executivo como forma de marcar posição, se reaproximou do Partido dos Trabalhadores (PT) e vai apoiar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Planalto. Além da Presidência, a sigla abriu mão dos governos de São Paulo e Rio de Janeiro, colégios em que tradicionalmente obtém votações expressiva nos pleitos.

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A mudança de estratégia do PSOL fica evidente após uma análise das candidaturas do partido nos últimos anos. Em 2014, o partido teve 26 candidaturas ao governo do Estado, deixando de disputar a eleição apenas no Amapá. Em 2018, disputou o Executivo em 25 estados, ficando de fora mais uma vez no Amapá e também no Acre. Agora, a sigla prevê candidaturas próprias em 23 unidades federativas, das 27 possíveis.

Segundo o presidente da legenda, Juliano Medeiros, a mudança de postura não configura uma aderência ao jogo da "velha política", mas uma maior flexibilidade da tática eleitoral do PSOL com objetivos claros: evitar a reeleição do presidente Jair Bolsonaro e combater as demais candidaturas da extrema-direita pelo país.

— Não é que agora o PSOL se tornou um partido pragmático e que vai fazer aliança com todo mundo. Nossos princípios estão totalmente preservados. Acontece que há uma conjuntura política diferente de quatro e oito anos atrás. O partido que não ajusta sua tática é uma igreja, vive de dogmas, não faz política — argumenta.

Medeiros também justifica a reaproximação com o PT, partido do qual os fundadores do PSOL debandaram em 2004:

— Nós sempre tivemos uma prioridade para candidaturas próprias quando possível, mas em um outro contexto, de normalidade democrática. Uma polarização entre o PT e o PSDB e a gente marcando nossa posição nas candidaturas majoritárias. O momento que estamos vivendo é diferente, não é uma aproximação com o PT, é um esforço para a construção das unidades das esquerdas — avalia Medeiros, ponderando que a aproximação não significa endosso em um futuro governo: — Não há nenhuma resolução, nenhuma decisão que diga que o PSOL quer ter uma relação prioritária com o PT ou com qualquer outro partido.

Esta também será a primeira eleição em que o PSOL integra uma federação partidária, ao lado da Rede Sustentabilidade. A união tem como um dos principais objetivos garantir que as legendas alcancem a cláusula de barreiras, que permite o acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda no rádio e na TV.

Partido encolhe no Sudeste

Região com os três maiores colégios eleitorais brasileiros (SP, MG e RJ), o Sudeste foi o local em que o PSOL sofreu maior encolhimento. Entre os quatro estados, a sigla lançará candidatura própria somente em Minas, com a disputa de Lorene Figueiredo.

Em São Paulo, o partido vai oficializar neste sábado o apoio ao candidato do PT Fernando Haddad. Guilherme Boulos, que chegou a ser pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes, vai apoiar Haddad e concorrer como deputado federal. No Espírito Santo, o PSOL vai acompanhar a candidatura de Audifax Barcelos, da Rede, mas sem apoio formal ao político.

No Rio, a legenda já havia anunciado estar com Marcelo Freixo, do PSB, que até o ano passado integrava os quadros do partido. O desafio do diretório fluminense é manter a votação expressiva do partido conquistada nos últimos pleitos, que pode sofrer revés após a saída de Freixo, o segundo deputado federal mais votado no estado em 2018, com 342.491 votos. A estratégia é investir em nomes consagrados na legenda, como dos vereadores cariocas Professor Tarcísio e Chico Alencar. O intuito é ampliar a bancada do Rio na Câmara, e reeleger os parlamentares já em Brasília, Talíria Petrone e Glauber Braga.

As novas alianças políticas também colocaram o PSOL no mesmo palanque de antigos desafetos, como é o caso do candidato a vice-presidente na chapa de Lula, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB). O constrangimento também vai repetir no palanque do Rio, já que Marcelo Freixo anunciou o ex-prefeito Cesar Mais como vice. Após divulgar uma nota de repúdio à união, o PSOL decidiu que não irá participar das agendas de Freixo em que o ex-prefeito tucano estiver.

A situação criou, inclusive, rachas internos na legenda. Um grupo de 100 integrantes do PSOL, entre eles Plinio de Arruda Sampaio Júnior, se desfiliou do partido em junho. Em uma carta aberta, os ex-filiados chamaram de "golpe irreparável" a adesão da legenda à chapa presidencial de Lula e Alckmin e a formação de uma federação com a Rede.