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PSL quer cobrar mensalidade de universitário que tiver condições

Bivar manifestou a intenção do partido em apresentar uma PEC para permitir a cobrança. (Foto: Fátima Meira/Futura Press)

Deputados do partido de Jair Bolsonaro decidiram, nesta quarta-feira (15), apresentar uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para que estudantes com condições financeiras paguem mensalidade nas universidades públicas.

As informações são da Reuters, publicadas pelo jornal O Globo.

Além do posicionamento da bancada do PSL à favor da cobrança, a quarta-feira foi marcada por manifestações em todo o país contra os cortes de verbas na Educação promovidos pelo governo Bolsonaro.

A decisão foi confirmada pelo presidente do partido, deputado Luciano Bivar (PSL-PE). “A gente está pretendendo que uma parte da universidade seja custeada, paga por alunos que têm condições. Por exemplo, se cortou 30%, vamos colocar 30% dos estudantes que pagam”, disse.

Para o parlamentar, não é possível que um estudante que completou o ensino médio em uma escola privada, pagando mensalidade, ingresse numa universidade gratuita. “Tem aqueles que entram numa cota de graça e outros que é numa cota pagando, mas tudo isso vai precisar de uma regulamentação”, declarou.

O partido agora conta com o apoio do presidente Bolsonaro para a aprovação da proposta. Já o Ministro da Educação, Abraham Weintraub, durante audiência na Câmara dos Deputados, se posicionou contra a cobrança de mensalidade em universidades federais.

Bivar justificou ainda que, se uma pessoa vai à UnB (Universidade de Brasília), “vê os carros bonitos” que tem lá e há casos em que um estudante vai a uma universidade privada de ônibus.

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O deputado aproveitou para apoiar as declarações de Bolsonaro, em viagem aos Estados Unidos, que chamou de “idiotas úteis”, “imbecis” e usados como “massa de manobra”, os professores e estudantes que participaram dos protestos em todo nos 26 estados brasileiros contra o bloqueio de verbas no Ministério da Educação.

“O presidente tem suas convicções, e dentro de suas convicções, ele entende que todo o sistema universitário tem um viés ideológico muito marcante. As pessoas que têm vindo à rua, muitas vezes, não são nem universitários. Isso é uma das razões para dizer que são massa de manobra”, defendeu.