Provisões dos bancos brasileiros superam as dos EUA

A relação do saldo total de provisões feitas pelos bancos brasileiros em relação à carteira de crédito é superior a das instituições norte-americanas, conforme destaca a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em informe semanal enviado ao mercado. Enquanto nos EUA os grupos provisionaram 2,2% da sua carteira de crédito ao final de setembro último, no Sistema Financeiro Nacional, este porcentual é mais que o dobro, chegando a 5,8% em igual intervalo.

Segundo a Febraban, os dados divulgados pelo Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) e pelo Banco Central, mostram o "maior custo de crédito no Brasil" em relação aos Estados Unidos. O estoque de provisões representa dos bancos brasileiros representa 153% dos créditos vencidos há mais de 90 dias ante 130% dos bancos americanos.

Sobre os segmentos que mais demandam provisões, a Febraban destaca, com base nos dados do FDIC, destaca que mais de 80% do volume de perdas com crédito nos balanços das instituições americanas estão concentrados nos segmentos de cartão e de empréstimos imobiliários, setores que aumentaram suas participações no resultado dos brasileiros no terceiro trimestre. Já as demais linhas seguem com desempenho mais estável.

Segundo o FDIC, os bancos americanos lucraram US$ 37,6 bilhões de julho a setembro, crescimento de 9% ante o 2T12 e de 6,3% em relação há um ano. Trata-se do maior lucro dos bancos desde o terceiro trimestre de 2006 e o terceiro maior da série do FDIC, iniciada em 1984. No entanto, o retorno anualizado (ROE) dessas instituições foi de 9,2% no terceiro trimestre, bem menor que o patamar de 15% apresentado antes da crise, mas acima dos 8,6% vistos no segundo trimestre.

Já no Brasil, os bancos apresentaram lucro de R$ 12,4 bilhões de julho a setembro, declínio de 8% ante o segundo e de 31% ante o mesmo intervalo do ano passado. O retorno, no entanto, superou o das instituições americanas. Conforme dados do BC, o ROE trimestral anualizado dos bancos brasileiros ficou em 11,7% no terceiro trimestre deste ano contra de 13,2% no segundo trimestre e 19,3% em igual intervalo de 2011.

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