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Provedora de internet pagava a traficantes para ser a única em comunidades

·1 min de leitura
Estima-se que o monopólio tenha rendido à empresa mais de R$ 1 milhão no faturamento bruto mensal
Estima-se que o monopólio tenha rendido à empresa mais de R$ 1 milhão no faturamento bruto mensal

(Getty Images)

  • Polícia Civil do Rio de Janeiro deu início, nesta quinta-feira (18), à operação "Tráfico.com" 

  • Provedora de internet está sendo investigada por pagar valores semanais a traficantes

  • Objetivo era impedir que concorrentes atuassem em algumas comunidades

Uma empresa provedora de internet, cujo nome não foi revelado, está sendo investigada por supostamente pagar um valor a traficantes para ser a única a prestar serviços em algumas comunidades. A Polícia Civil do Rio de Janeiro deu início à operação “Tráfico.com” nesta quinta-feira (18).

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De acordo com a reportagem do g1, depois que a empresa realizava o pagamento, grupos armados cortavam os cabos de companhias concorrentes e impediam os reparos. Em relatos, técnicos da Oi, Vivo e Claro revelaram que foram expulsos das comunidades dominadas sob ameaça de morte com armas de fogo. Em muitos casos, os profissionais eram chamados para resolver os problemas nos aparelhos vandalizados e queimados pelos criminosos.

Faturamento ultrapassa R$ 1 milhão

Segundo as investigações da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), a provedora prestava serviços de distribuição de internet, telefonia e TV a cabo. Para obter a tal exclusividade, pagava uma quantia semanal aos traficantes.

Estima-se que o monopólio tenha rendido à empresa mais de R$ 1 milhão no faturamento bruto mensal, por meio da obtenção de 20 mil clientes.

As denúncias apontam que a quadrilha atua a partir da Ilha do Governador, na zona norte da cidade. Dentre as comunidades afetadas, estariam as de Dendê (na ilha), do Morro do Macaco (Vila Isabel), Manoel Correa e Jardim Nautilus (Cabo Frio), Vila Tiradentes (São João de Meriti) e Jacaré (Niterói).

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