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Prova dos nove: CEO de exchange de criptos pode ter corpo exumado pelo FBI

Wagner Wakka

A história da QuadrigaCX já é conhecida dentro do mercado de criptos. Agora, esta narrativa está prestes a ganhar um novo episódio: usuários da plataforma estão pedindo a exumação do corpo de seu fundador, Gerald Cotten, por suspeita de fraude. 

O executivo foi dado como morto no ano passado, na Índia, em decorrência de um problema no intestino, conhecido como Doença de Crohn. Por conta do falecimento, outros executivos da QuadrigaCX não conseguiram garantir reservas significativas ou mesmo localizar as que existiam para continuar o negócio, motivo pelo qual a exchange declarou falência. 

O problema é que Cotten era a única pessoa que tinha a senha das carteiras digitais de todos os clientes da plataforma. Assim, “morreram” com ele US$ 180 milhões em criptomoedas, equivalente a R$ 735 milhões atualmente. 

A morte do fundador aos 30 anos é considerada suspeita e é apontada por advogados de usuários baseada em “circunstâncias questionáveis”. Cotten não faleceu no auge do seu negócio. Uma auditoria da empresa Ernst & Young concluiu que havia problemas de gerenciamento no negócio, como contas de pseudônimos de Cotten e transferências significativas para sua conta. Já chegaram, inclusive, a duvidar que Cotten estivesse realmente morto, criando teorias da conspiração.

Isso ajudou a levantar a suspeita de que Cotten teria falsificado a própria morte. Assim, usuários criaram uma equipe jurídica para enviar uma carta à polícia do Canadá pedindo a exumação e até necrópsia do corpo do executivo. O objetivo é “confirmar identidade e causa da morte”. 

Com este caso, a auditoria começou a buscar pelos fundos considerados desaparecidos, por conta da falta de senha de acesso. Até o momento, foram encontrados perto de US$ 33 milhões, equivalentes a R$ 130 milhões. 

Além da auditoria, o FBI também informou que está analisando o caso. Ainda não há resposta sobre o pedido de exumação. 

Fonte: Canaltech

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