Mercado abrirá em 8 h 42 min
  • BOVESPA

    112.486,01
    +1.576,40 (+1,42%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.684,86
    +1.510,80 (+3,01%)
     
  • PETROLEO CRU

    80,42
    -0,13 (-0,16%)
     
  • OURO

    1.774,80
    +28,80 (+1,65%)
     
  • BTC-USD

    17.143,72
    +192,12 (+1,13%)
     
  • CMC Crypto 200

    406,56
    +5,86 (+1,46%)
     
  • S&P500

    4.080,11
    +122,48 (+3,09%)
     
  • DOW JONES

    34.589,77
    +737,24 (+2,18%)
     
  • FTSE

    7.573,05
    +61,05 (+0,81%)
     
  • HANG SENG

    18.876,63
    +279,40 (+1,50%)
     
  • NIKKEI

    28.281,04
    +312,05 (+1,12%)
     
  • NASDAQ

    12.036,50
    -5,75 (-0,05%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,4052
    +0,0087 (+0,16%)
     

Protestos na maior fábrica de iPhone na China

Protestos em larga escala foram registrados na fábrica da Foxconn em Zhengzhou, no centro da China, a maior fábrica mundial de iPhone, de acordo com imagens que circularam no Weibo e no Twitter nesta quarta-feira (23).

Vídeos postados nessas plataformas mostraram trabalhadores marchando em uma rodovia em plena luz do dia, alguns confrontados por uma fila de pessoas em trajes de proteção e policiais antidistúrbios.

Em outra gravação ao vivo, dezenas de trabalhadores são vistos em confronto com policiais à noite, gritando: "Vamos defender nossos direitos, vamos defender nossos direitos!"

Uma foto tirada durante o dia mostra os restos carbonizados de uma porta, aparentemente queimada à noite.

A hashtag do Weibo "Distúrbios na Foxconn" parece ter sido censurada ao meio-dia desta quarta-feira, embora algumas postagens referentes a esses protestos tenham permanecido online.

A Foxconn é o maior empregador privado da China, com um milhão de pessoas trabalhando em 30 fábricas e institutos de pesquisa espalhados por todo o país.

A principal terceirizada da Apple registrou um aumento nos casos de covid-19 em sua fábrica de Zhengzhou nos últimos meses e decidiu fechar o vasto complexo industrial para conter o vírus.

A Foxconn confirmou nesta quarta-feira atos de "violência" em protestos em sua fábrica de Zhengzhou e prometeu "evitar incidentes semelhantes" no futuro.

Em nota, a empresa afirma que os trabalhadores reclamaram de salários e condições na fábrica, mas negou que tenha abrigado novas contratações junto a funcionários que testaram positivo para covid-19.

A fábrica, localizada em Zhengzhou, capital da província de Henan (centro), é um enorme parque industrial, apelidado de "a cidade do iPhone", que costuma empregar cerca de 200 mil pessoas, a maioria morando no local em dormitórios.

Trabalhadores assustados começaram a deixar o local em massa a pé, reclamando também das precárias condições da fábrica.

A fábrica de Zhengzhou é a joia da coroa da empresa taiwanesa, com uma produção de iPhones que não existe em nenhum outro lugar.

lxc/je/ser/dbh/aa