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Protestos expõem Haiti a consequências devastadoras, disse o FMI

Protesto em Porto Príncipe em 11 de outubro de 2019

O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse nesta segunda-feira (25) que os protestos no Haiti que duram dois meses e causaram 42 mortes expõem esse país pobre a "consequências devastadoras", incluindo uma queda de 1,2% em seu PIB.

"A crise política, econômica e social que o Haiti enfrenta é sem precedentes", disse o FMI, que estima que espera que no ano fiscal de 2019 haja uma retração da economia de 1,2%.

O Haiti - país mais pobre da América - está atolado desde meados de setembro em uma onda de manifestações que começaram com protestos por falta de combustível e evoluíram para um movimento mais amplo para exigir a saída do presidente Jovenel Moise.

"É importante observar que a continuação da atual crise política teria consequências devastadoras para o país a longo prazo devido às perdas prováveis de capital físico e humano", afirmou o Fundo.

Em um relatório emitido após a missão enviada ao país no âmbito da revisão estabelecida no Artigo IV do FMI, os especialistas apontaram que uma resolução da crise poderia levar a uma forte recuperação da atividade.

Desde que chegou ao poder em fevereiro de 2017, Moise enfrentou protestos da oposição, que não reconheceram sua vitória, após eleições altamente questionadas.

Moise enfrenta várias acusações de corrupção - que surgiram antes dos protestos - e que o envolvem em um esquema de peculato por mais de 2 bilhões de dólares em ajuda da Venezuela entre 2008 e 2018.