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Protestos em Cuba podem ter impacto no debate político no Brasil

·2 minuto de leitura

Numa ditadura, nunca é possível prever para onde vão protestos de rua. Em certos momentos, o regime está frágil a um ponto que ganham volume e têm alto impacto. Noutros, o governo consegue calar. A crise da Covid-19 é séria em Cuba, há uma crise econômica e outra, em paralelo, de desabastecimento. Manifestações de rua explodiram no domingo como não ocorria há um quarto de século. Caso ganhem corpo, é inevitável que haja impacto político no Brasil.

A questão é o PT. Há muitas críticas a se fazer sobre o governo petista — mas avanços autoritários, antidemocráticas, não ocorreram. Até por isso, o partido pôde trafegar por algumas de suas ambiguidades no discurso razoavelmente impune. Dentre elas está o apoio às duas ditaduras da região — a venezuelana e a cubana.

A questão com Cuba é geracional, um fetiche da esquerda que vem dos anos 1960, cheira ao mofo de quem buscava uma revolução socialista na época e se sustenta, hoje, por um antagonismo aos EUA. Antagonismo, diga-se, que é meramente simbólico e serve mais ao discurso interno do partido, um aceno à militância, do que tem efeitos reais. A diplomacia brasileira manteve excelente relacionamento com Washington nos governos Lula e Dilma.

Com a Venezuela, principalmente após o governo de Jair Bolsonaro, é muito mais complicado. Nicolás Maduro pode ser de esquerda e seu par brasileiro de direita, mas o método de dinamitar democracias é rigorosamente o mesmo. Passa, inclusive, pelo simbolismo da busca por armar seus partidários, da percepção de bandos de motociclistas como intimidadores, e da militarização do Estado.

O PT inevitavelmente fará uma campanha de forte defesa de democracia brasileira, no ano que vem. Todos os adversários de Bolsonaro o farão. Se as ruas de Havana estiverem tomadas por manifestações de quem busca liberdade, políticos petistas serão cobrados. E não será possível manter a ambiguidade do discurso local distinto do discurso para a política externa. Nessa toada, a Venezuela também vai aparecer.

Argumentar que autoritários de direita são diferentes dos de esquerda pode colar para a militância, mas não para o eleitor médio. Culpar os EUA tem ainda menos chance de dar certo.

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