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Protestos em Buenos Aires contra novas restrições sanitárias

·1 minuto de leitura
Protesto contra o presidente argentino Alberto Fernandez e as novas restrições para mitigar a propagação da covid-19, na Avenida 9 de Julio, em Buenos Aires, em 17 de abril de 2021

Vários pontos da capital argentina foram neste sábado (17) palco de protestos contra as restrições que o governo ordenou até o final de abril para frear as infecções por coronavírus, que se aceleraram nas últimas semanas e somam mais de 2,6 milhões de casos e cerca de 59 mil mortes.

Com bandeiras da Argentina e faixas contra o presidente Alberto Fernández, os manifestantes concentraram suas reivindicações na suspensão por 15 dias das aulas presenciais, que entrará em vigor a partir de segunda-feira na região metropolitana de Buenos Aires, epicentro dos contágios.

“Os meninos têm que estar na escola, não atrás de um computador”, queixou-se à AFP Florencia, uma manifestante de 39 anos. "Acorde, não há vírus", dizia o pôster de outro. Alguns queimaram máscaras em protesto, embora a maioria as usasse como proteção, enquanto quase ninguém mantinha distanciamento social.

Em Buenos Aires e arredores, área conhecida como Amba, vivem 15 dos 45 milhões de habitantes do país. Lá a ocupação de leitos de terapia intensiva atingiu 74,3% neste sábado, enquanto o nível nacional estava em 64,8%.

Para conter o aumento exponencial dos casos, o presidente determinou que, de sexta-feira até 30 de abril, a circulação entre 20h e 6h seja restrita e atividades recreativas e esportivas em locais fechados sejam limitadas na Amba.

A Prefeitura da capital, nas mãos da oposição de direita, apresentou uma tutela judicial - pendente de resolução - para resistir à suspensão das aulas presenciais nas escolas.

A Argentina registrou 19.119 novos casos e 80 óbitos neste sábado, o que elevou o balanço geral para 2.677.747 casos e 59.164 mortes. Mais de 6,2 milhões de pessoas foram vacinadas, 794.878 delas inclusive com a segunda dose.

sa/dg/ic