Mercado fechado
  • BOVESPA

    118.811,74
    +1.141,84 (+0,97%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.352,18
    -275,49 (-0,58%)
     
  • PETROLEO CRU

    59,63
    +0,31 (+0,52%)
     
  • OURO

    1.732,60
    -12,20 (-0,70%)
     
  • BTC-USD

    59.935,12
    +34,72 (+0,06%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.283,49
    -11,09 (-0,86%)
     
  • S&P500

    4.127,99
    -0,81 (-0,02%)
     
  • DOW JONES

    33.745,40
    -55,20 (-0,16%)
     
  • FTSE

    6.889,12
    -26,63 (-0,39%)
     
  • HANG SENG

    28.453,28
    -245,52 (-0,86%)
     
  • NIKKEI

    29.538,73
    -229,33 (-0,77%)
     
  • NASDAQ

    13.824,75
    -4,75 (-0,03%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,8277
    +0,0635 (+0,94%)
     

Protestos contra 'vacinação vip' reúnem milhares de pessoas na Argentina

Liliana SAMUEL
·1 minuto de leitura
Manifestantes protestam em frente à Casa Rosada, na capital argentina

Milhares de pessoas se mobilizaram neste sábado em diferentes cidades da Argentina para protestar contra as "vacinações de privilégio" contra a Covid-19, um escândalo que custou o cargo do ministro da Saúde do governo de Alberto Fernández.

Agitando bandeiras, os manifestantes se concentraram na Praça de Maio da capital e em outras cidades, como Córdoba (centro), Rosario (centro-leste) e Mar del Plata (sul). Os protestos ocorreram sem incidentes, exceto em frente à residência oficial de Olivos (periferia norte), onde houve atritos entre opositores e um grupo de sindicalistas defensores do governo.

Participaram dos protestos dirigentes do Juntos pela Mudança - coalizão que responde ao ex-presidente Mauricio Macri, entre eles a ex-ministra da Segurança Patricia Bullrich. Nas grades em frente à Casa Rosada, manifestantes penduraram grandes sacos mortuários pretos com o nome de líderes governistas vacinados, um ato condenado no Twitter pelo presidente argentino.

Devido ao escândalo, Fernández afastou o ministro Ginés González García, um especialista em saúde pública renomado, que foi substituído por Carla Vizzotti, segunda da pasta. O presidente ordenou a divulgação de uma lista de 70 pessoas vacinadas fora do protocolo, a maioria por serem "funcionários estratégicos" do Estado, embora alguns sem justificativa. O episódio representou um golpe na imagem do governo, que esperava exibir seu plano de vacinação como uma conquista, acompanhado pela recuperação econômica.

Com 44 milhões de habitantes, a Argentina registra mais de 2 milhões de casos de Covid-19 e 52 mil mortos. Um milhão de pessoas já foram vacinadas, segundo o governo.

mc-ls/ml/rs/lb