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Proteína do sangue pode revelar se uma pessoa corre risco de ter COVID grave

Fidel Forato
·3 minuto de leitura

Passado um ano da pandemia da COVID-19, pesquisadores ainda investigam o novo coronavírus (SARS-CoV-2) e algumas questões ainda estão abertas, como o fato de que pacientes sem comorbidades podem evoluir para quadros graves da infecção. A partir de um estudo britânico, um grupo de pesquisa identificou uma proteína que pode estar diretamente relacionada à gravidade da doença.

A partir de amostras de sangue de 470 pacientes internados em decorrência da infecção por coronavírus no Reino Unido, cientistas descobriram que uma proteína específica — chamada de GM-CSF — tem sua concentração elevada em pacientes graves da COVID-19. Para isso, foram comparadas amostras de casos leves e graves, de pessoas saudáveis e de amostras de pacientes que contraíram anteriormente a gripe suína.

Proteína pode identificar risco de paciente ao contrair a COVID-19, segundo novo estudo (Imagem: Reprodução/ HwangMangjoo/ Rawpixel)
Proteína pode identificar risco de paciente ao contrair a COVID-19, segundo novo estudo (Imagem: Reprodução/ HwangMangjoo/ Rawpixel)

Nos casos graves da COVID-19, a proteína GM-CSF estava em uma concentração quase 10 vezes maior do que aquela verificada em pacientes saudáveis. Agora, os cientistas esperam usar a concentração dessa proteína como um marcador da gravidade da infecção pelo coronavírus, conforme revela o artigo científico publicado na revista Science Immunology.

Em outras palavras, o quebra-cabeça da infecção pelo coronavírus deve chegar a um novo estágio da montagem. "Ao estudar pacientes com COVID-19 grave, em grande escala no Reino Unido, estamos construindo um quadro mais claro da doença pulmonar", explicou Dr. Kenneth Baillie, da Universidade de Edimburgo, para a BBC.

Como saber o risco de pacientes com COVID-19?

Durante a pesquisa, o grupo de cientistas observou que várias proteínas inflamatórias — consideradas parte da resposta imunológica do corpo contra um agente infeccioso — foram produzidas em pacientes que estavam doentes. No entanto, apenas a proteína GM-CSF era específica para casos graves da COVID-19.

De modo geral, as proteínas inflamatórias ajudam o corpo a combater a doença, ou seja, são um importante mecanismo de defesa. No entanto, em excesso, podem fazer mal para o próprio organismo, danificando órgãos. "Os pulmões estão sendo danificados pelo próprio sistema imunológico do paciente, em vez de serem diretamente danificados pelo vírus, e podemos ver sinais específicos no sistema imunológico que podem ser responsáveis", explica Baillie.

No entanto, ainda não se sabe se a alta concentração dessas proteínas inflamatórias, em especial a GM-CSF, são fatores que levam à doença grave e nem se a redução dessas proteínas com medicamentos específicos poderia ser benéfica para o paciente. Afinal, elas podem ser apenas um efeito colateral do quadro dos indivíduos.

A partir desses resultados preliminares, o professor Peter Openshaw, do Imperial College London, comenta que "podemos realmente começar a localizar alguma terapia que apenas remova a via específica que está causando [danos ao paciente infectado], enquanto permite que o resto do sistema imunológico continue a fazer seu trabalho de eliminar o vírus [da COVID-19] e restaurar a saúde".

Ainda são necessárias mais pesquisas para ligar o risco de piora da infecção com a proteína GM-CSF, no entanto, o grupo de pesquisadores avalia que esta descoberta pode fornecer pistas importantes para tratamentos mais direcionados contra a COVID-19. Em paralelo, medicamentos que têm como alvo a proteína já estão sendo testados.

Para acessar o artigo completo sobre a proteína, publicado na revista Science Immunology, clique aqui.

Fonte: Canaltech

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