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Proteína presente no próprio organismo pode ser a cura da calvície

A calvície é um problema que afeta uma parcela significativa de homens e de mulheres em todo o mundo, incluindo alguns jovens. Na busca por soluções contra este tipo de queda de cabelo, uma equipe de cientistas norte-americanos aparentemente descobriu uma importante pista: a atividade da proteína fator de transformação do crescimento beta (TGF-beta) nos folículos capilares.

Publicado na revista científica Biophysical Journal, o estudo liderado por pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, observou que a proteína TGF-beta controla o processo pelo qual as células nos folículos capilares — incluindo as células-tronco — se dividem e formam novas células ou "morrem". Quando deixam de operar, o esperado é que o cabelo caia.

Estudo descobre proteína que pode representar o fim da calvície em humanos (Imagem: Karolina Grabowska/Pexels)
Estudo descobre proteína que pode representar o fim da calvície em humanos (Imagem: Karolina Grabowska/Pexels)

Entenda o papel da proteína na calvície

“A TGF-beta tem dois papéis opostos. Ajuda a ativar algumas células do folículo piloso para produzir uma nova vida e, mais tarde, ajuda a orquestrar a apoptose, ou seja, o processo de morte celular”, explica o pesquisador Qixuan Wang, um dos autores do estudo.

De acordo com as descobertas da equipe de Wang, é a quantidade e a concentração da proteína que define o comportamento dos folículos. Para ser mais preciso, se a célula produz uma certa quantidade da TGF-beta, ela ativa a divisão celular e gera novos fios. No entanto, quando a produção é intensa demais, ela provoca a morte celular.

O porquê desse controle na produção da proteína ainda é um mistério. Para os pesquisadores, uma hipótese é que esta seria uma característica herdada de animais que trocam de pele para sobreviver às temperaturas quentes do verão. Dessa forma, o nascimento e a perda de pelos são cíclicos, mas, no ser humano, o ciclo está "quebrado".

Apesar disso, ele poderia ser teoricamente ajustado. “Mesmo quando um folículo piloso se mata, ele nunca mata seu reservatório de células-tronco. Quando as células-tronco sobreviventes recebem o sinal para se regenerar, elas se dividem, formam novas células e se desenvolvem em um novo folículo”, explica Wang.

Agora, o desafio é descobrir formas e produtos que podem estimular e modular o comportamento da proteína, o que representará, no futuro, o fim da calvície. Potencialmente, a descoberta também poderá acelerar a cicatrização de feridas, já que os folículos poderiam ser treinados para liberarem as células-tronco e reconstruírem locais "machucados".

Fonte: Canaltech

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