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Propulsão nuclear seria capaz de nos levar a Netuno em apenas 10 anos

Wyllian Torres
·2 minuto de leitura

Um dos maiores desafios para a exploração espacial é a nossa capacidade tecnológica de percorrer longas distâncias no espaço, porém em pouco tempo. A sonda Voyager 1, por exemplo, é capaz de alcançar uma velocidade de 77,3 km/s — o que equivale a aproximadamente 0,0257% da velocidade da luz, cerca de 300 km/s. Pensando nisso, uma equipe internacional de pesquisadores propõe um motor de fusão capaz de impulsionar uma espaçonave a 44 km/s.

O chamado Drive de Fusão Direta (DFD, sigla em inglês) é um sistema baseado em fusão que usa o deutério como combustível, e é fruto da colaboração entre a Princeton Plasma Physics Laboratory e a Princeton Satellite Systems. Em teoria, o motor seria capaz de acelerar a nave em até 44 km/s, cobrindo distância da Terra até Netuno — e além — em apenas 10 anos. Com nossa atual capacidade tecnológica, não chegaríamos por lá em menos de 30 anos.

Esquema da trajetoria da espaçonave até o planeta anão Haumea, localizado para além de Netuno (Imagem: Captura de Tela/AIME/ET. AL)
Esquema da trajetoria da espaçonave até o planeta anão Haumea, localizado para além de Netuno (Imagem: Captura de Tela/AIME/ET. AL)

Sistemas de propulsão elétrica alimentados pelos raios solares têm nos permitido alcançar o interior do Sistema Solar, mas, para explorar distâncias maiores, seriam necessários painéis solares gigantescos para fornecer energia suficiente — este fator por si só já é um grande impeditivo. Por isso, a equipe do DFD alega que o único grande avanço na propulsão espacial seria um sistema baseado em energia nuclear.

Os pesquisadores ainda afirmam que o empuxo do DFD seria compatível ao dos mais promissores propulsores eletromagnéticos de alta potência, só que com maior eficiência. O sistema de propulsão nuclear permitiria também que cargas úteis maiores fossem lançadas para os limites do Sistema Solar.

Embora o projeto DFD ainda exista apenas no papel, é uma maneira de considerar a eficácia do uso bem aplicado da energia nuclear. Se uma tecnologia como esta se tornar disponível, poderemos alcançar lugares mais distantes no espaço e em muito menos tempo, o que aceleraria a exloração espacial de maneira sem precedentes.

O estudo em preprint, detalhando o projeto, ainda será revisado por seus pares. Abaixo, você encontra uma breve explicação (em inglês) de como funcionaria um impulsionador DFD:

Fonte: Canaltech

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