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Proposta de orçamento da NASA para 2022 visa contribuir para o retorno à Lua

·4 minuto de leitura

Na última sexta-feira (28), a NASA publicou a solicitação de orçamento para o ano fiscal de 2022. A nova proposta solicita US$ 24,8 bilhões para programas científicos novos e já existentes. O orçamento apresentado durante a administração do presidente Joe Biden deverá manter a agência espacial no caminho certo para levar a primeira mulher e o próximo homem para a Lua em 2024, por meio do programa Artemis.

O novo valor do orçamento representa um aumento de 6,6% em relação à soma do ano passado: a nova proposta direciona US$ 6,88 bilhões para o programa Artemis, US$ 4 bilhões para operações espaciais — incluindo atividades na Estação Espacial Internacional (ISS) e missões do Commercial Crew Program — e US$ 7,93 bilhões para operações científicas. Nesta categoria, que recebeu a maior fatia, há US$ 3,2 bilhões para a exploração planetária e US$ 2,25 para uma iniciativa de ciência da Terra com o uso de satélites múltiplos.

Os detalhes da nova proposta apresentam algumas diferenças em relação à proposta de 2021 — Bill Nelson, administrador da NASA, comentou que a fatia de US$ 7,9 bilhões, destinada aos programas científicos da agência espacial, é a maior já recebida: “a administração Biden está provando que a ciência está de volta”, comentou. “O financiamento recorde na área científica ajudará a NASA a lidar com a crise climática e avançar em missões que vão abrir o caminho para astronautas explorarem a Lua e Marte”, finalizou. O orçamento inclui também fundos para um novo programa de coleta e retorno de amostras do Planeta Vermelho.

O observatório SOFIA (Imagem: Reprodução/Carla Thomas/NASA)
O observatório SOFIA (Imagem: Reprodução/Carla Thomas/NASA)

Nelson comentou também que o orçamento, somado ao suporte bipartidário aos objetivos e missões da NASA, vão permitir que a agência espacial e os Estados Unidos liderem a humanidade “a uma nova era da exploração — uma em que o governo e o setor privado levarão os humanos mais longe do que nunca — para a Lua, Marte e além”. Contudo, assim como aconteceu com o pedido de orçamento do ano passado, a NASA propôs cancelar o observatório Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy (SOFIA).

Trata-se de um Boeing 747 modificado, que tem um telescópio de 2,5 m em seu interior para realizar observações acima da camada de vapor de água na atmosfera terrestre, que absorve a luz infravermelha; segundo a NASA, os custos relativamente altos de operação do SOFIA não podem ser justificados pela ciência produzida. Isso não significa, necessariamente, o encerramento da missão SOFIA, mas sim que esta é a segunda missão mais cara da astrofísica em operação.

O orçamento e o retorno à Lua

Embora Nelson tenha comentado que o novo orçamento deverá ajudar a NASA a cumprir o objetivo de levar a primeira mulher e o próximo homem para a Lua em 2024, ele ressaltou também que esta data não pode, de forma alguma, ser considerada como certa, já que já houve atrasos no desenvolvimento de sistemas espaciais no passado e que isso pode se repetir. “Quando você vai cada vez mais longe da Terra com novas tecnologias, já vimos historicamente que atrasos acontecem; quando vão acontecer? Esta é uma pergunta que não posso responder”, disse ele.

A proposta de orçamento destinada ao programa Human Landing System indica que a NASA deverá seguir com o contrato com a SpaceX (Imagem: Reprodução/SpaceX)
A proposta de orçamento destinada ao programa Human Landing System indica que a NASA deverá seguir com o contrato com a SpaceX (Imagem: Reprodução/SpaceX)

Além disso, o orçamento para a exploração do espaço profundo inclui US$ 1,2 bilhões para o desenvolvimento do módulo lunar Human Landing System (HLS), que levará os astronautas à superfície da Lua — mas o problema é que ainda não se sabe quem irá construí-lo. A NASA havia selecionado a SpaceX para o desenvolvimento do módulo, mas a Blue Origin e Dynetics protestaram a decisão. Agora, caberá ao Government Accountability Office (GAO) decidir até agosto se a NASA terá que apresentar mais um contrato para o projeto.

Segundo Nelson, a competição é benéfica por garantir o melhor preço e a maior eficiência para o projeto — mas, por outro lado, Nelson não incentiva o mesmo tipo de competição para o foguete Space Launch System (SLS), que será usado nos lançamentos com destino à Lua. Para ele, a construção do foguete por conta da Boeing é a opção mais segura em meio àquelas apresentadas por outras empresas, como a SpaceX e Blue Origin. Com o novo orçamento, haverá US$ 4,48 bilhões destinados ao desenvolvimento do foguete.

Atualmente, a NASA está trabalhando para lançar o SLS e a cápsula Orion em um voo de testes não tripulado até o fim de 2021. Se tudo correr bem, outro voo poderá ser realizado em 2023, antecedendo o possível pouso tripulado na superfície lunar em 2024. Este cronograma ambicioso foi estabelecido durante o governo do ex-presidente Donald Trump e, embora não seja tão realista devido ao trabalho e orçamento necessários, a NASA segue trabalhando para tentar cumpri-la.

Fonte: Canaltech

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