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Proposta de cidadania honorária para Bolsonaro gera polêmica em cidade da Itália

·3 min de leitura

ROMA — A câmara de vereadores de uma pequena cidade de Anguillara Veneta, no norte da Itália, deverá votar na tarde desta segunda-feira uma proposta para conceder o título de cidadão honorário ao presidente Jair Bolsonaro. A iniciativa partiu da prefeita Alessandra Buoso, que nega motivação política, e gerou polêmica na região.

— Pensei nas pessoas do meu país que migraram para o Brasil e construíram uma vida até chegar à Presidência, levando o nome de Anguillara Veneta para o mundo — disse em entrevista à agência de notícias Ansa na semana passada.

A homenagem motivou declarações de indignação por parte de políticos locais, ativistas e até grupos religiosos, já que o líder brasileiro é acusado de crimes contra a humanidade e outros delitos pela CPI da Pandemia no Senado. Questionada sobre os crimes imputados a Bolsonaro, a política italiana justificou que não estava ciente das acusações. O relatório final da comissão no Senado brasileiro foi apresentado na quarta-feira passada, mesmo dia em que Buoso assinou a proposta.

— Não posso entrar na política brasileira. Infelizmente, o momento não foi favorável, até ontem [quarta-feira] eu não sabia [das acusações] — afirmou.

A parlamentar Vanessa Camani, integrante da assembleia legislativa regional do Vêneto, lançou uma campanha nas redes sociais contra o título de cidadão a Bolsonaro. Camani também é membro da direção nacional do Partido Democrático (PD), de centro-esquerda.

"Não à cidadania para um racista, misógino e negacionista. Faz arrepiar a proposta da prefeita de Anguillara Veneta de conferir a cidadania honorária a Bolsonaro, conhecido pelos elogios à ditadura militar, pelo desprezo e ofensas a mulheres e homossexuais, pelas ameaças de prisão aos adversários políticos, ou pelas grotescas acusações contra ONGs pelos incêndios que devastaram a Amazônia", escreveu a deputada no Facebook na semana passada.

O secretário regional do PD, Alessandro Bisato, também se pronunciou sobre a proposta da prefeitura.

— Tal como aquele soldado japonês na ilha do Pacífico, sem saber do fim das hostilidades, a administração do município na área de Pádua não entende o declínio do populismo — declarou ao jornal Il Fatto Quotidiano, acrescentando: — Pior, pressiona pelo reconhecimento público de um político alérgico à democracia e aos direitos civis, um negacionista da covid-19 e antivacina. Graças à política de Bolsonaro, os brasileiros hoje estão mais pobres, menos seguros e nas garras da covid.

A homenagem à nomeação também foi alvo de críticas de grupos religiosos e ativistas antibolsonaristas na Itália. Em carta à prefeita de Anguillara Veneta, padres missionários italianos baseados no Brasil se dizem "ofendidos, entristecidos e desconcertados".

"Como cidadãos italianos que trabalham no Brasil há anos a serviço do povo brasileiro e da Igreja Católica brasileira (somos missionários, religiosos e 'Fidei Donum'), nos sentimos profundamente entristecidos e desconcertados. Nós nos perguntamos sobre quais méritos? Como um homem que durante anos, e continuamente, desonra seu país pode receber honra na Itália?", diz o texto, citado pelo portal de notícias UOL.

"Jair Bolsonaro é um presidente que está massacrando a vida do povo, especialmente dos mais pobres; ele criou uma política anti-covid (e ainda continua a fazê-lo) que produziu milhares de mortes, promove a destruição e vende as terras da Amazônia. Como pode um presidente que colabora com a destruição da Floresta Amazônica receber honras em uma nação que luta pela preservação do planeta?", continua a carta.

Os padres seguem pedindo, então, que a cidade italiana não conceda o título. "Estamos profundamente ofendidos e exigimos a revogação desta honra. Não a Bolsonaro e sua política violenta e genocida!"

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