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Projeto de uma década digitaliza mais de 90 mil placas fotográficas astronômicas

Uma equipe da Universidade de Erlangen-Nuremberg, na Alemanha, digitalizou e publicou online mais de 90 mil placas fotográficas astronômicas históricas: 40 mil delas são do acervo da universidade, outras 54.090 vêm de outras fontes. Parte de um projeto que levou uma década para ser concluído, o trabalho foi conduzido em parceria com o Instituto Leibniz de Astrofísica Potsdam e das universidades de Hamburgo e Tartu, na Alemanha e Estônia, respectivamente.

As 40 mil placas fotográficas da Universidade de Erlangen-Nuremberg vêm do Observatório Dr. Karl Remeis, em Bamberg, e incluem fotos tiradas por pesquisadores entre 1963 e 1976, em observatórios do hemisfério sul. Como não houve outros projetos astronômicos voltados à documentação deste lado do planeta neste período, estas placas são as únicas do tipo no mundo.

Aglomerado estelar Plêiades em placa fotográfica (Imagem: Reprodução/FAU/APPLAUSE)
Aglomerado estelar Plêiades em placa fotográfica (Imagem: Reprodução/FAU/APPLAUSE)

A equipe do projeto também passou os últimos anos trabalhando na digitalização das imagens feitas por instituições parcerias entre 1893 a 1998 para inclusão na base de dados APPLAUSE (sigla de “Archives of Photographic Plates for Astronomical USE”). Depois, eles as gravaram em um catálogo com informações detalhadas, como data, a parte do céu de onde a imagem veio e onde ela foi feita.

A foto mais antiga das placas tem “apenas” 129 anos — claro, isso é apenas um piscar de olhos em termos astronômicos, mas vale lembrar que esta e as demais placas são de enorme valor histórico e científico. Afinal, este tipo de imagem ajuda os astrônomos a determinar as mudanças no movimento e intensidade do brilho das estrelas ao longo das décadas, e pode ajudá-los a responder novas perguntas em pesquisas.

O consórcio da pesquisa desenvolveu também um software, que usa uma inteligência artificial (IA) para remover pequenas falhas das placas, causadas por arranhões ou poeira. Com isso, a IA permite que elas sejam comparadas umas com as outras para finalidades científicas, fornecendo aos cientistas mais de 4 bilhões de medidas de fontes luminosas no céu.

Além do valor histórico, as placas podem ajudar os astrônomos a entender melhor a variabilidade do brilho de algumas estrelas. Por exemplo, considere a HD49798: embora ela tenha variado bastante entre as décadas de 1960 e 1970, essa variação não foi quantificada com precisão. Ao combinar as placas com imagens de satélites do fim da década de 1990, os cientistas sugerem agora que ela tem uma estrela de nêutrons como vizinha, que causou as mudanças — e a variabilidade das placas parece confirmar isso.

Fonte: Canaltech

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