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Projeto internacional cria o mapa mais detalhado do Oceano Antártico

Um projeto internacional desenvolveu o mapa mais preciso, até agora, do Oceano Antártico, reunindo detalhes como montanhas, cânions e planícies ao redor da Antártida. O mapa cobre uma região de 48 milhões de quilômetros quadrados e apresenta o ponto mais profundo deste oceano, localizado a mais de 7 mil metros abaixo da superfície.

O mapeamento do fundo oceânico é importante para diversos propósitos, como para a navegação segura, conservação marinha e compreensão do clima, além da história geológica de nosso planeta. No entanto, mais de 80% do oceano ainda é desconhecido.

O mapa foi desenvolvido pelo projeto Carta Batimétrica Internacional do Oceano Antártico (IBCSO) durante cinco anos, a partir da atualização da primeira versão publicada em 2013. Ao poucos, projetos como o IBCSO estão ampliando nosso conhecimento do fundo oceânico.

Rotineiramente, navios e barcos são incentivados a ligar seus dispositivos de sonar para realizar medições de profundidade (ou batimétricas) dos oceanos. Além disto, instituições públicas e privadas estão sendo requisitadas a disponibilizar o maior volume de dados possível ao grande público.

Mapa do Oceano Antártico

O mapa abrange todo o fundo do Oceano Antártico até 50º ao sul. Os 48 milhões de km quadrados foram divididos em um quadriculado com células de 500 metros, e cerca de 23% delas apresenta pelo menos um medição moderna (e precisa). Os pesquisadores consideram isso um grande avanço em relação a nove anos atrás.

Em vermelho estão os rastros dos navios que ajudaram a mapear o fundo oceânico. Medições de satélite ajudarão a complementar o mapa (Imagem: Reprodução/IBCSO)
Em vermelho estão os rastros dos navios que ajudaram a mapear o fundo oceânico. Medições de satélite ajudarão a complementar o mapa (Imagem: Reprodução/IBCSO)

Àquela época, menos de 17% das células tinha uma medição moderna. "Nós mais que dobramos a área do gráfico", disse Boris Dorschel, do Instituto Alfred Wegener. Além da área ampliada, a densidade de dados também aumentou, ajudando a refinar o mapa.

A maior parte das informações foi coletada por navios quebra-gelo que acompanham os esforços científicos na Antártida, como o navio polar do Reino Unido RR James Clark Ross — o qual será sucedido pelo RRS Sir David Attenborough.

Conforme os navios se deslocam entre a Antártida e países como o Chile, África do Sul e Tasmânia, suas sondas pesquisam o terreno abaixo da superfície do mar. Hoje, esta atividade está cada vez mais coordenada entre diferentes organizações de pesquisa.

Importância do fundo oceânico

Além de garantir uma navegação mais segura, conhecer o fundo oceânico é fundamental para a conservação da pesca, pois é ao redor das montanhas submarinas que a fauna costuma se concentrar — uma espécie de “ponto quente” da biodiversidade marinha.

O ponto mais profundo do Oceano Antártico é a depressão Factorin Deep (Imagem: Reprodução/IBCSO/BBC)
O ponto mais profundo do Oceano Antártico é a depressão Factorin Deep (Imagem: Reprodução/IBCSO/BBC)

O fundo acidentado do oceano também influencia as correntes oceânicas e, portanto, a mistura vertical da água. Assim, o mapa ajuda a aprimorar os modelos climáticos que consideram essas correntes, uma vez que os oceanos distribuem o calor pelo globo. O pesquisador Rob Larter, do British Antarctic Survey, disse que: "também podemos estudar como o manto de gelo da Antártida mudou ao longo de milhares de anos apenas observando o fundo do mar".

Talvez a descoberta mais importante do novo mapa seja o ponto mais profundo do Oceano Antártico. Batizado de Factorian Deep, ele é uma depressão localizada no extremo sul da fossa Sandwich do Sul a 7.432 metros de profundidade. O novo mapa contou com o financiamento da Nippon Foundation como parte do esforço internacional Seabed 2030 para mapear o fundo oceânico até o final desta década.

O estudo que detalha o mapeamento foi publicado na revista Scientific Data.

Fonte: Canaltech

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