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Projeto de capacitação AfroGames forma mais 100 alunos na favela de Vigário Geral

·3 min de leitura

O dia promete ser de alegria e comemoração em Vigário Geral, Zona Norte do Rio. Cem alunos do projeto AfroGames formam-se, neste sábado, no curso que oferece oportunidades a jovens moradores de periferias do Rio de conhecer o mundo dos games e e-sports. Essa é a segunda turma a receber os certificados. Além disso, o AfroReggae, responsável pelo projeto, anunciou a expansão com uma nova sala "mobile", onde as aulas serão voltadas para jogos desenvolvidos para celular, mais 50 vagas, um time de "fortnite" e a manutenção do time de League Of Legends (LOL).

Na celebração deste sábado, os estudantes receberão os certificados de games, programação e inglês. Os melhores alunos de cada modalidade, o atleta revelação e o parente mais engajado com o projeto, por exemplo, serão premiados. O diretor executivo Ricardo Chantilly diz que as dificuldades foram um incentivo a mais em 2021.

— É mais que a realização de um sonho e não tinha como a gente estar mais feliz nesse momento! Enfrentamos um ano bem atípico e chegar agora, em dezembro, conseguindo promover a formatura desse jeito é realmente a coroação de um trabalho muito bem feito de toda a equipe do AfroGames e do AfroReggae. Temos um projeto que vem crescendo ano após ano. Nos consolidamos como um projeto de inclusão social e digital que usa os games como ferramenta de integração, queremos que fique este exemplo para o Brasil e o mundo.

Entre as novidades para 2022 estão o lançamento da sala "mobile", que vai possibilitar atender mais 50 alunos com aulas de "Free Fire" (jogo eletrônico mobile de ação-aventura). A divulgação da continuação da parceria com a Fusion (Ambev) permitirá ainda promover um time de "fortnite". O time de LOL será reestruturado e terá rotação de jogadores dando espaço para aqueles que mais se destacarem. Além disso, foi confirmada a manutenção da parceria com a GOL e outras marcas apoiadoras, como Nuuvem e a Kingston.

Alecsander de Oliveira, de 16 anos, vai se formar pela segunda vez e não esconde a alegria da conquista, compartilhada com a família.

— O projeto me tirou das ruas. Tirou a preocupação da minha mãe e colocou um sorriso no rosto dela. Aqui conheci professores incríveis.

A aluna de programação Cassiane Cardoso dos Santos, de 17 anos, é uma das formandas e já desenvolve jogos, inclusive com premiação.

— Desde que ingressei no curso tenho mais responsabilidades, consigo aproveitar mais o meu tempo vago. Sou muito grata a essa experiência que o AfroGames permitiu que eu vivesse. É legal demais.

Essa é segunda formatura promovida pelo projeto criado da amizade entre Chantilly e José Junior, CEO do AfroReggae Audiovisual, em maio de 2019, e que busca utilizar a educação e a tecnologia como estratégias para transformação social e geração de renda dentro das periferias. Para Willian Reis, diretor executivo do AfroReggae, o mais importante é conseguir a cada ano atender a mais jovens.

— A importância dessa segunda formatura é imensa, tanto para os alunos quanto para todas as regiões periféricas. Estamos conseguindo apresentar possibilidades do mundo dos games para os moradores de favelas. Queremos continuar a ampliar essas ações para formar cada vez mais jovens que até então não tinham acesso.

As inscrições das próximas turmas abrem em janeiro, presencialmente e pelo Instagram do projeto. Para participar, é preciso ter a partir de 13 anos e apresentar comprovante de residência (o aluno deve morar, preferencialmente,em comunidade), documento de identificação do aluno 9RG ou certidão de nascimento) e RG e CPF do responsável.

O grupo AfroReggae foi criado por José Junior em 1993 com a missão de promover a inclusão e a justiça social por meio de arte, cultura afro-brasileira e educação. O grupo busca despertar potencialidades artísticas de jovens das camadas populares. Alem disso, a iniciativa aumenta a autoestima dos jovens moradores de favelas, além de gerar renda, afastando-os da influência do tráfico.

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