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Projeções ruins para a economia são de 'militantes políticos', diz Guedes

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 08.09.2022 - O ministro da Economia, Paulo Guedes, participa da #ABX22 Automotive Business, no São Paulo Expo, na zona sul da capital paulista. (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 08.09.2022 - O ministro da Economia, Paulo Guedes, participa da #ABX22 Automotive Business, no São Paulo Expo, na zona sul da capital paulista. (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - Faltando menos de duas semanas para o primeiro turno das eleições, o ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou que as previsões negativas para o próximo ano podem se concretizar caso Jair Bolsonaro (PL), em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, não seja reeleito.

Em entrevista à rádio Guaíba nesta segunda-feira (19), Guedes disse que as projeções ruins para a economia em 2023 -devido ao aumentos nos gastos públicos para enfrentar a Covid e para turbinar benefícios sociais- são de "militantes políticos", que estão fazendo a "rolagem da desgraça".

"Os erros de previsão são de duas naturezas. Primeiro são os erros de militantes, dos militantes políticos", disse. "Eles falaram que a desgraça era em 2019, 2020 e 2022. Agora, eles estão fazendo a rolagem para o ano que vem. Um dia vai dar certo, principalmente dependendo do resultado da eleição. Se votarem no candidato dele [em referência a Lula, em primeiro lugar nas pesquisas], pode acontecer tudo isso que eles estão prevendo. Agora, se for conosco, segue o jogo. Vai ter crescimento".

O ministro embarcou de vez na campanha de Bolsonaro nas últimas semanas. Às vésperas das eleições, tem ido a encontros com empresários para rebater críticas e defender políticas da sua gestão. Na semana passada, repetindo o mandatário, Guedes associou o candidato petista ao "capeta" e criticou "excessos" do Poder Judiciário.

GUEDES CRITICA ATUAÇÃO DO BANCO CENTRAL

Nesta segunda, o ministro também fez críticas ao BC (Banco Central). Ele disse a autarquia errou ao alertar que o Brasil corria risco fiscal em 2021. Ele disse ainda que a autoridade monetária falhou em previsões para o PIB (Produto Interno Bruto).

No entanto, o ministro disse tratar-se de um erro técnico e não de "natureza militante", já que o BC não teria percebido uma mudança no eixo da economia.

"Ele [Banco Central] passou o ano falando do fiscal, quando na verdade nós estávamos indo para um superávit fiscal. Então, ele não percebeu essa mudança de estrutura na economia brasileira. Ele estava preocupado com o fiscal e eu estava preocupado com os juros negativos."

Apesar das críticas à autarquia, Guedes elogiou Roberto Campos Neto, presidente do BC, e creditou os erros de previsão aos integrantes da diretoria da autarquia.

"Graças a Deus o Roberto Campos, que é um ótimo, excelente presidente do Banco Central, percebeu, acabou se adiantando e ficando à frente da inflação", disse.

Após levar a taxa básica de juros ao menor patamar histórico de 2% ao ano, o BC começou a subir a Selic em março de 2021, quando a inflação acumulada em 12 meses girava em torno de 6%. Agora, em meio à indicação de que o ciclo de aperto está próximo ao fim, com a Selic hoje em 13,75%, o IPCA está em 8,73%.