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Projeções de inflação sobem após 'surpresa' com IPCA e algumas já superam os 10%

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*ARQUIVO* São Paulo, SP, Brasil, 21-02-2019: Cédulas de real. Papel Moeda. Dinheiro. (Foto Gabriel Cabral/Folhapress)
*ARQUIVO* São Paulo, SP, Brasil, 21-02-2019: Cédulas de real. Papel Moeda. Dinheiro. (Foto Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Diversas instituições financeiras revisaram para cima suas projeções para o IPCA, índice medido pelo IBGE que serve como meta de inflação, para 2021, após a divulgação do dado de outubro acima das estimativas da maior parte do mercado financeiro.

As revisões também já contaminam as expectativas para 2022, que começam a se aproximar do limite de 5% para a meta do ano que vem.

Ressurge ainda a discussão sobre uma nova aceleração do ritmo de alta da taxa básica de juros, que na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central subiu de 6,25% para 7,75% ao ano.

O IBGE informou nesta quarta-feira (10) que o IPCA ficou em 1,25% no mês passado, acima da mediana (1,06%) e também do teto das projeções (1,19%) do mercado. Desde o meio do ano, os analistas esperam uma desaceleração da inflação em 12 meses, atualmente em 10,67%, algo que não se confirmou até o momento.

O Bank of America elevou a projeção de inflação anual de 9,1% para 10,1%, considerando a expectativa de que os próximos índices mensais sejam de 0,95% em novembro e 0,75% em dezembro. A instituição manteve a sua previsão de 5% para o final de 2022.

O Citi aumentou sua estimativa para o IPCA deste ano de 9,5% para 10,4%. Também disse enxergar riscos de alta de suas projeções de 2022 para o IPCA, atualmente em 4,3%, e para a taxa básica de juros, estimada em 11%, segundo a agência Reuters.

A Nova Futura também ampliou sua expectativa de alta nos preços ao final de 2021 para a casa dos dois dígitos, passando de 9,4% para 10,1%. Para os próximos dois meses, os índices esperados são de 0,94% e 0,77%, respectivamente. O escritório ainda subiu de 4,5% para 4,8% a sua estimativa para o ano que vem.

Luis Otavio de Souza Leal, economista-chefe do Banco Alfa, revisou a projeção para 2021 de 9,3% para 9,7%, o que, por inércia, eleva a projeção para 2022 de 4,6% para 4,7%. Para ele, os juros chegarão a 10,75% no próximo ano.

"Os números do IPCA dão pouca esperança de que o processo inflacionário esteja próximo de arrefecer. Para o mês de novembro esperamos uma desaceleração para níveis entre 0,85% e 0,90%, o que levaria o acumulado em 12 meses para algo entre 10,63% e 10,68%, o que poderia representar a primeira desaceleração dessa métrica desde maio de 2020", afirma.

Tatiana Nogueira, economista da XP, afirma que a projeção da instituição para 2021, atualmente em 9,5%, está em revisão, com viés de alta.

"A surpresa do mês acima do projetado confirma leitura desafiadora da inflação, pressionada tanto pelos repasses em curso dos elevados custos de produção quanto pelo efeito da aceleração dos preços dos serviços", afirma.

Na Ativa Investimentos, o IPCA esperado para este ano passou de 9,1% para 9,4%, enquanto o esperado para 2022 avançou de 3,9% para 4,4%. Com esse novo contexto, a casa reduziu sua expectativa para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2022 de 0,9% para 0,5%.

Paulo Duarte, economista chefe da Valor Investimentos, reavaliou o IPCA 2021 de 9,30% para 9,54%. Para 2022, a projeção sobe de 5,55% para 5,63%.

Marcos Mollica, gestor do Opportunity Total, afirma que cresce a pressão para o Copom acelerar mais uma vez o ciclo de altas de juros, possivelmente para mais dois aumentos de dois pontos percentuais, na próxima reunião e na reunião seguinte. Com isso, a Selic chegaria a 11,75% ao ano.

"A inflação de outubro medida pelo IPCA veio significativamente acima do consenso dos economistas, com surpresas espalhadas por vários componentes. Em particular, as medidas de núcleos continuam bastante pressionadas, indicando maior persistência deste choque inflacionário", afirmou Mollica.

Camila Abdelmalack, economista-chefe da Veedha Investimentos, disse que irá manter por enquanto a sua perspectiva de 9,5% para este ano, mas avalia a possibilidade de corrigir para cima após analisar as altas dos setores da indústria e de serviços.

Abdelmalack reforça também que os preços dos combustíveis, da energia e dos alimentos e bebidas representaram mais de dois terços da alta do IPCA de outubro e, nestes setores, os aumentos dos juros promovidos pelo Banco Central têm se mostrado insuficientes para conter a inflação.

"O cenário da inflação é bastante complicado neste momento porque a política monetária não é suficiente para reverter as altas nos gastos de preços administrados, como combustíveis e energia, e com as despesas de subsistência, como alimentos e bebidas em domicílio", diz Abdelmalack.

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