Programa Tesouro Direto emitiu R$ 217,6 mi em novembro

O coordenador de Operações da Dívida Pública Federal (DPF), José Franco de Morais, informou que as emissões do Programa Tesouro Direto atingiram R$ 217,6 milhões em novembro e que houve um interesse recorde por títulos atrelados à inflação. Conforme o Tesouro, 74,67% do montante vendido no mês passado era de papéis indexados a índices de preços. A participação de prefixados foi de 19,05% e a de Selic, de 6,29%.

"Esta é uma sinalização de que os investidores estão fazendo poupança, pois são títulos mais longos", avaliou o coordenador. De acordo com ele, não é possível dizer que o investidor tem procurado se proteger da variação de preços temendo a alta da inflação. "Se fossem papéis de prazo curto, poderia ser sinalização mais clara de proteção à inflação, mas não é o caso", disse.

Para reforçar essa análise, o Coordenador Geral de Planejamento Estratégico da Dívida Pública, Otavio Ladeira de Medeiros, salientou que 72% dos títulos vendidos pelo Tesouro Direto têm duração de mais de cinco anos.

Os coordenadores informaram também que o Tesouro Nacional contratará uma companhia especializada para fazer uma "pesquisa ampla" sobre os participantes do Programa Tesouro Direto. "Queremos conhecer mais os atuais detentores e saber quem são os potenciais detentores", disse Ladeira, explicando que o levantamento será feito em várias regiões do País. No mês passado, 3.964 pessoas se cadastraram no programa, que atingiu 325.624 participantes, número que representa aumento de 19,74% nos últimos 12 meses.

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