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Programa federal de genomas prevê a criação de banco de dados de 100 mil brasileiros

Matheus Schuch e Fabio Murakawa
·2 minutos de leitura

Projeto lançado hoje possibilitará acesso a tratamentos personalizados no SUS, segundo o Ministério da Saúde O governo federal lançou hoje o “Genomas Brasil”, programa que, segundo o Ministério da Saúde, aperfeiçoará o entendimento das variações genéticas típicas da população brasileira, possibilitando acesso a tratamentos personalizados no Sistema Único de Saúde (SUS). Ainda de acordo com a pasta, o projeto de saúde de precisão permitirá, por exemplo, identificar suscetibilidades do indivíduo em desenvolver determinadas doenças antes mesmo dos primeiros sintomas. O investimento previsto para os primeiros quatro anos é de, pelo menos, R$ 600 milhões. Presente à cerimônia, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil “dá um grande passo para entrar na elite do tratamento de doenças através deste projeto”. Ele aproveitou o evento do Ministério da Saúde para atribuir à equipe do ministro Paulo Guedes (Economia) o protagonismo das medidas que estão ajudando o Brasil a atravessar um momento “muito difícil”, em função da pandemia de covid-19. “Atravessamos um momento muito difícil no Brasil, mas graças à equipe do Paulo Guedes estamos superando esse momento. Graças ao trabalho da equipe da Economia nossa nós conseguimos mitigar esse problema [da crise provocada pela pandemia]”. A principal meta do “Genomas Brasil” é a criação de um banco de dados nacional com 100 mil genomas completos de brasileiros. Esse banco permitirá compreender a relação entre genes e doenças na população, trazendo para o SUS melhorias como o acesso a diagnósticos mais precisos, a capacidade de prever e prevenir doenças e a personalização do tratamento com base na informação genética. O projeto sequenciará genes de portadores de doenças raras, cardíacas, câncer e infectocontagiosas, como a covid-19. A escolha das doenças levou em conta a quantidade de casos no país e o alto custo que geram ao SUS. A primeira fase do “Genomas Brasil” é voltada ao fortalecimento de áreas de ciência e tecnologia no Brasil, apoiando financeiramente a execução de pesquisas e formação de pesquisadores. O Ministério da Saúde firmou acordo com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) este ano em que disponibilizou mais de R$ 71 milhões do seu orçamento para viabilizar ações de fomento à pesquisa e à capacitação de pesquisadores. A segunda etapa visa estabelecer um projeto piloto de pesquisa para avaliar a viabilidade de implementação de serviço de genômica e saúde de precisão no SUS, além de qualificar os profissionais da rede pública para a medicina personalizada e de precisão. Esse projeto é inspirado no 100.000 Genomas do Reino Unido, iniciado em 2012. A terceira fase consiste em fortalecer e estimular a indústria brasileira de genômica e saúde de precisão, com a criação de um programa de pré-aceleração de startups. A iniciativa irá criar um consórcio pré-competitivo de inovação com empresas nacionais e internacionais, a fim de agregar valor aos dados genômicos do programa.