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Programa emergencial do BNDES já contratou R$ 3,3 bi para 2.374 pequenas e médias

Alessandra Saraiva
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Estima-se que esse crédito garantido propicie a manutenção de cerca de 193 mil postos de trabalho O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou, em comunicado, ter apurado demanda por mais de R$ 3 bilhões em crédito dentro de programa de financiamento emergencial, aprovado essa semana pelo Congresso, em meio à pandemia. Segundo o banco, o Programa Emergencial de Acesso ao Crédito (PEAC), operacionalizado pelo BNDES, com Medida Provisória aprovada na quarta-feira 29 de julho pelo Congresso Nacional, já contratou R$ 3,3 bilhões em créditos. Esses recursos, de acordo com apuração do banco, irão para 2.374 pequenas e médias empresas — estando 80% desse valor garantido pelo programa. Estima-se que esse crédito garantido propicie a manutenção de cerca de 193 mil postos de trabalho, detalhou o banco, em cálculos citados no comunicado. O BNDES informou que, no âmbito do PEAC, serão prestadas garantias em operações de crédito concedidas até 31 de dezembro de 2020 a pequenas e médias empresas (PMEs) que faturaram entre R$ 360 mil e R$ 300 milhões em 2019. A instituição de fomento lembra que as PMEs que utilizarem a garantia do fundo podem tomar empréstimos de R$ 5 mil até R$ 10 milhões cada, por agente financeiro. O prazo de carência das operações deve ser de no mínimo 6 e no máximo 12 meses, e o total para pagamento do empréstimo deve ficar entre 12 e 60 meses. O BNDES lembra que o PEAC começou a ser operacionalizado em 30 de junho. Atualmente, 28 agentes financeiros já estão habilitados para oferecerem empréstimos, informou o banco. O texto original da MP autorizou o Ministério da Economia, representado pela Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (SEPEC), a aportar inicialmente R$ 5 bilhões do Tesouro, lembrou o banco, em seu comunicado. Assim, o aporte permite a alavancagem dos recursos em até cinco vezes, podendo o valor total dos créditos chegar a R$ 25 bilhões. Ao todo, o Tesouro poderá colocar até R$ 20 bilhões no programa, de acordo com a demanda, informou o BNDES. Leo Pinheiro/Valor/Arquivo