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Profissionais de TI são os mais cobiçados pelas empresas. Veja como se preparar para entrar nesse mercado

·3 minuto de leitura

RIO - Com mais de 14 milhões de trabalhadores desempregados no país e milhares de vagas na área de TI que as empresas não conseguem preencher, a capacitação para a tecnologia naturalmente atrai quem tenta abrir uma porta para o mercado de trabalho, principalmente os jovens.

Um atalho para fazer isso sozinho pode ser a educação a distância, que promete preparar profissionais para as oportunidades em pouco tempo.

Ivan Mathias Filho, coordenador do curso de Ciência da Computação da PUC-Rio, diz que é possível adquirir um conhecimento considerável na área com cursos rápidos, incluindo conteúdos gratuitos na internet.

Ele, que se graduou em Física, conta que entrou para o ramo da informática ainda durante a faculdade, a partir de um curso profissionalizante de nove meses que fez nos anos 1980.

— Eu fui pai muito jovem, aos 21 anos, precisava trabalhar logo. Depois disso, não saí mais da área. É um mercado que sempre empregou e pagou bem, mas se atualiza bastante rápido — adverte.

O professor diz que fazer uma faculdade em áreas de TI como engenharia e ciência da computação ou análise de sistemas é uma forma de alcançar os melhores cargos, mas uma formação básica vai ensinar o “mainstream do momento” para vagas que requerem apenas ensino médio.

Evoluir para uma graduação, diz Mathias Filho, pode ser uma forma de “aprender a aprender”, habilidade essencial para acompanhar as mudanças rápidas do setor.

Para quem busca um aprendizado rápido na internet, ele alerta que é preciso dedicação e empenho para dominar conceitos básicos de matemática e estatística.

Duas horas diárias

O estudante de Engenharia de Produção Gabriel Campos, de 22 anos, resolveu encarar esse aprendizado por conta própria quando foi trabalhar na Carpediem Homes, uma start-up focada no mercado imobiliário em Natal, no Rio Grande do Norte.

A empresa até ofereceu alguns cursos pagos, mas Gabriel conta que acabou se virando com conteúdos gratuitos na internet sobre programação:

— Na empresa, há um programa de desenvolvimento individual, em que tenho a liberdade de estudar aquilo que sinto que pode ajudar mais no trabalho. Percebi que, mesmo estudando Engenharia, preciso ter habilidades múltiplas, e veio a necessidade de aprender sobre tecnologia. Tiro duas horas do meu expediente para estudar conteúdo da área. As empresas desejam, acima de tudo, aquela pessoa que possa pensar estrategicamente e, se necessário, investem nela.

O catarinense Bruno Silva, também de 22 anos, que passou de atendente de lanchonete a desenvolvedor de software da edtech Rocketseat depois de ter chegado à plataforma de ensino a distância para um curso de programação no ano passado.

Na época, trabalhava como atendente de uma lanchonete do McDonald’s em Balneário Camboriú. Acabou contratado pela própria escola virtual.

Desde o ensino médio ele já se interessava por tecnologia, aprendendo com conteúdos gratuitos na internet. Ele avalia que segredo para aprender sozinho está na disciplina, mas o resultado pode ser o aumento da empregabilidade:

— Terminei os estudos (do ensino médio) e tive que começar a trabalhar. Só consegui emprego em uma lanchonete. Era muito desgastante, pois eu tinha potencial para outras atividades. Mas não desisti. Continuei estudando nos momentos vagos para aquilo que gostaria de trabalhar que é desenvolvimento de software, e consegui.

Empresas estrangeiras ampliam oportunidades

As oportunidades na área de tecnologia são crescentes não só pelo descasamento entre o surgimento de novas vagas e a formação profissional. O Brasil tem perdido muitos talentos na área de TI para outros países.

Wagner Pontes, CEO da D4U USA, que assessora profissionais interessados em imigrar legalmente para os EUA, diz que a busca de profissionais da área de tecnologia pelos serviços da empresa aumentou 30% em 2020 em relação a 2019.

E segue forte este ano com a flexibilização das normas de imigração e de emissão de vistos de permanência (green cards) nos EUA para profissionais que fazem falta à recuperação econômica do país, como os de TI.

— Além da situação delicada que o Brasil atravessa, um dos grandes atrativos para esses profissionais imigrarem é a remuneração mais alta — diz Pontes.

*Estagiário sob supervisão de Alexandre Rodrigues

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