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Professores da rede estadual mantêm greve até 1º de outubro

Stephanie Tondo
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Colégio Estadual Professor Ernesto Faria, na Mangueira: volta às aulas está marcada para 5 de outubro.
Colégio Estadual Professor Ernesto Faria, na Mangueira: volta às aulas está marcada para 5 de outubro.

O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio (Sepe) se reuniu na tarde desta terça-feira (dia 1º) com o secretário estadual de Educação, Pedro Fernandes, em uma audiência de conciliação no Tribunal de Justiça, que contou com a participação também da Procuradoria-Geral do Estado e do Ministério Público do Rio (MP-RJ) para definir legalidade da greve da categoria. Segundo Gustavo Miranda, coordenador geral do Sepe, ficou definido que haverá uma nova reunião no dia 1º de outubro para tratar do retorno às aulas presenciais, que a princípio está marcado para o dia 5 do próximo mês.

— A audiência desta terça-feira foi um pedido do sindicato, já que tentamos por diversas vezes marcar uma conversa com o secretário Pedro Fernandes, que não nos recebia. Pedimos uma nova reunião para daqui a 30 dias, o que foi acatado pelo MP, para avaliarmos o cenário da pandemia, que pode estar melhor ou pior — explicou Miranda.

Ainda de acordo com o sindicalista, a greve está mantida até o dia 1º de outubro. A categoria não quer retornar às aulas presenciais enquanto não houver uma recomendação formal das entidades de saúde pública para isso.

— Nosso critério para voltar é a saúde das pessoas. É muito importante que entidades de saúde pública afirmem em documentos oficiais que o retorno às aulas não vai gerar risco para alunos e profissionais. A vacina é o cenário ideal, mas enquanto não houver isso, precisamos que pelo menos se tenha atingido os critérios aceitáveis para uma reabertura segura, o que segundo a Fiocruz e outras entidades ainda não ocorreu — aponta.

O Sepe reivindica ainda que o estado do Rio permita que os funcionários administrativos das escolas continuem em casa. Segundo Miranda, o secretário Pedro Fernandes afirmou que pessoas em grupo de risco ou com alguma dificuldade para voltar às atividades presenciais não seriam pressionadas, mas na prática não é isso que ocorre.

A Secretaria estadual de Educação foi procurada, mas até o momento não enviou posicionamento.